Candidatura de Daniel Vilela dará o tom da mudança geracional em 2026

As eleições de 2026 estão destinadas assumir um significado muito especial em Goiás: a chegada, enfim, de uma mudança geracional na política estadual. Ou, em outras palavras, vão marcar natural e inevitável troca de gerações no comando administrativo do Estado.
Até 2018, sucederam-se governadores com jeito de mais do mesmo. Iris Rezende, Maguito Vilela e Marconi Perillo, somados, disputaram 12 eleições consecutivas (em alguns casos, as mesmas). A quebra desse ciclo veio com o então senador Ronaldo Caiado, ao provocar uma ruptura real hoje espetacularmente aprovada pela população, diante dos índices elevados de popularidade exibidos pelo governador. Ocorre que Caiado, ainda que sem ter sido repetição de nada, está dentro da faixa etária dos seus antecessores.
Marconi, sim, é um pouco mais novo. Porém, sua primeira vitória, em 1998, não teve o condão de trazer uma renovação geracional. Politicamente, não mostrou grandes diferenças em relação a Iris e Maguito, que sobreviveram à derrota e continuaram concorrendo. Em matéria de governos, foram parecidos. Os três estão mortos, já que o tucano, embora bem vivo, viu a sua estrela se apagar no mesmo sentido do desaparecimento físico dos seus rivais.
Portanto, vem vindo aí gente muito nova. Daniel Vilela é a liderança mais importante a despontar, com 40 e poucos anos em 2026, quando seu nome contará com cotação superior para o Palácio das Esmeraldas. Há outros correndo atrás de evidência nas eleições majoritárias daquele ano, entre os 40 e os 50 anos- Alexandre Baldy, Gustavo Mendanha, Roberto Naves, Virmondes Cruvinel, Bruno Peixoto e Gustavo Gayer, esse, aliás só se tiver o juízo de que ostensivamente carece – ou com até menos, caso do deputado estadual Lucas Calil (no momento com 35). E mais chegarão. Quem sabe uma revolução, na verdade iniciada pelos novos parâmetros introduzidos por Caiado, um governante moderno apesar de ultrapassar os 70. Goiás nunca mais será o mesmo Estado do passado.