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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

24 fev

Caiado dá arrancada para o projeto presidencial no terreiro do PT

O governador Ronaldo Caiado finalmente dará a partida oficial para o seu projeto presidencial com um grande evento em Salvador, na Bahia, a propósito um quintal do PT, no dia 4 de abril próximo, uma sexta-feira, às 9 horas da manhã, no monumental centro de convenções da capital baiana – cuja área disponível, somando-se os espaços coberto e externo, ultrapassam 44 mil metros quadrados. Politicamente falando, todas as fases preliminares de uma candidatura dessa envergadura já foram superadas pelo governador goiano, hoje com o seu nome aceito pela imprensa nacional e naturalmente incluído em todas as pesquisas desde já publicadas sobre as eleições de 2026 para escolher o próximo chefe da nação.

Há muito mais: Caiado tem nome, biografia, respeito, projeção nacional, um partido de primeira grandeza (o UNIÃO BRASIL) e é, por ora, o único postulante a contar com uma bandeira de repercussão de fora a fora entre a população brasileira: a segurança pública, que ele passou a encarnar como uma conquista possível para todo o país a partir da sua experiência bem-sucedida em Goiás, onde todos os indicadores de criminalidade caíram drasticamente. São fatos concretos e inegáveis, provando se tratar de uma aspiração perfeitamente viável e longe de sonhos ilusórios.

 

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Caiado será o primeiro postulante ao Palácio do Planalto em 2026 a colocar o bonde na rua. Nenhum outro, nem mesmo Lula, ousou admitir até agora a pretensão, claro, excetuando-se o ex-presidente Jair Bolsonaro – inelegível desde já e fortemente ameaçado por novas punições judiciais. Se o Jair, meio que milagrosamente, pois não há outra saída, conseguir se livrar das condenações impeditivas para o registro da sua candidatura na Justiça Eleitoral, tudo indica que, mesmo assim, Caiado concorrerá.

Dizem que o governador de Goiás aceitaria uma composição com o colega paulista Tarcísio de Freitas, formando como vice em uma hipotética chapa por enquanto impossível dada a inflexibilidade de Bolsonaro e as chances de que o ex-presidente, não se tornando exequível, promova o lançamento de um dos filhos. Porém, nem de longe Caiado admite essa ideia de coparticipação e nem poderia, dado a concentração em suas mãos de variáveis para lá de positivas, entre as quais, vale lembrar, a constatação de que é o menos rejeitado na lista de presidenciáveis, assim como é talvez o solicitante com a mais reduzida taxa de conhecimento entre a população. Pelo sim, pelo não, ele vai pegar a estrada e enfrentar o sol e a chuva da pré-campanha, aproveitando-se de uma chance real que surgiu para coroar a sua carreira como homem público.