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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

29 dez

Vice de Daniel terá densidade política ou não? Caiado é quem vai decidir

A escolha do nome que acompanhará Daniel Vilela na chapa que representará a base governista nas eleições do ano que vem, na posição de vice, será uma resolução exclusiva do governador Ronaldo Caiado e de ninguém mais. Caiado escolherá sozinho o nome, assunto que, desde já, desperta uma miríade de especulações. Até agora, o governador não deu nenhuma indicação sobre essa “nomeação” cujo escopo, para começo de conversa, é reforçar as possibilidades de Daniel na disputa pelo Palácio das Esmeraldas – e é pela vitória de Daniel que Caiado já avisou que vai empenhar a própria vida, em uma metáfora para lá de significativa.

 

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Nomes em cogitação não faltam, nenhum deles baseado em qualquer fato concreto e apenas decorrentes de análises e avaliações de certa forma subjetivas. Caiado optaria por alguém da sua confiança estrita, como no caso do seu secretário-geral de Governo Adriano Rocha Lima, de resto um primo distante, porém sem a menor experiência política? Na verdade, um tecnocrata de mãos cheias, responsável por grande parte do gerenciamento administrativo da atual gestão estadual – bom lembrar, muito bem-sucedida, com 88% de aprovação popular. Caso a inclinação de Caiado siga o rumo de uma exigência de lealdade pessoal, digamos assim, não há dúvidas de que Adriano largaria na frente como alternativa mais provável, sob o complemento da confiabilidade absoluta e do preparo técnico.

Mas, votos, Adriano Rocha Lima não acrescenta. Alguma contribuição, sim, haveria, sendo a mais vantajosa delas a demonstração inequívoca de que Caiado estaria vivo e presente ao lado de Daniel, configurando um recado certeiro para a sociedade sobre o apoio e o interesse do governador na vitória do seu sucessor e na garantia de preservação do seu legado. Dado o pragmatismo com que Caiado sempre marcou as suas articulações e decisões na área política, muitos, no seu círculo de poder, esperam um nome com densidade eleitoral, reforçando efetivamente a chapa e evitando colocar um peso adicional nas costas de Daniel Vilela. Aí se encaixa uma liderança como o ex-deputado federal e presidente da FAEG Zé Mário Schreiner, um representante sério e responsável do agro em Goiás e alguém cuja maturidade estampada na face ofereceria um contraponto para lá de positivo para a juventude do candidato principal. Isso é comum na montagem de chapas majoritárias, tipo titular católico, vice evangélico ou titular homem, vice mulher ou o contrário.

 

 

Obviamente, existem alternativas, ou seja, políticos de destaque dentro da base governista, com perfis adequados para a vice de Daniel Vilela, com capital pessoal e político para ajudar nas urnas de 2026. Dois meses atrás, em um prognóstico rápido, o Jornal Opção listou 10 pré-candidatos, entre eles o ex-prefeito de Aparecida Gustavo Mendanha; a secretária estadual de Educação Fátima Gavioli e o ex-prefeito de Valparaíso e atual secretário estadual do Entorno Pábio Mossoró. Aparentemente, sem representar uma concorrência mais sólida e sem ameaçar os favoritos Adriano Rocha Lima e Zé Mário Schreiner. A palavra final, lembrando de novo, será de Caiado. E qual, não se tem, por enquanto, a menor ideia, limitando-se o que pode ser dito por ora a análises prospectivas e a aposta que aparentemente reúne as maiores chances e aponta para alguém com consistência política e eleitoral – uma reconhecida vantagem para Zé Mário.