Governante com mais de 50% de aprovação não perde a reeleição; Daniel tem entre 64 a 75,1%
O cientista político Felipe Nunes, CEO do instituto Quaest, alerta sempre para uma regra de ouro nas eleições brasileiras para as prefeituras, governos estaduais e presidência da República: governantes com mais de 50% de aprovação nunca perdem a reeleição ou deixam de eleger seus apadrinhados, quando não podem concorrer. Não é novidade. Outro especialista, Alberto Carlos Almeida, autor de inúmeros livros sobre a história eleitoral do Brasil, já havia enunciado a mesma fórmula, em termos diferenciados: governantes com menos de 40% de aprovação ou não se reelegem ou não conseguem levar seus indicados à vitória. Entre 40 e 50%, entra-se em uma zona crítica. E acima, em hipótese alguma chegam ao sucesso.
Em Goiás, na presente disputa pelo Palácio das Esmeraldas, a aplicação do critério formulado por Felipe Nunes e Alberto Carlos Almeida leva à conclusão de que Daniel Vilela (MDB) será eleito para governar o Estado de janeiro de 2027 a janeiro de 2031. É uma certeza matemática. Nas últimas pesquisas da Quaest e da Paraná Pesquisas, no final de agosto, Daniel conquistou avaliação positiva de 64%, na Quaest, e de 75,1%, na Paraná. Níveis, portanto, altos de aprovação popular, que, em princípio, garantem um bom desempenho nas urnas, como, de fato, está encaminhadoi00.

Daniel Vilela é o líder absoluto em todas as pesquisas de credibilidade. Ocupa o 1º lugar isolado, 20 pontos à frente do 2º colocado, Marconi Perillo (PSDB), e mais de 30 pontos de dianteira sobre Wilder Morais (PL), o 3º colocado. Luis Cesar Bueno (PT), na lanterna, perde-se na poeira, quase 40 pontos atrás de Daniel. São números e contra números não há argumentos. Se a eleição fosse hoje, Daniel Vilela estaria reeleito, provavelmente em 1º turno (prognóstico que é confirmado pelas pesquisas mais credenciadas). De onde vem essa certeza? Da sua aprovação elevada, em linha, a propósito, com os índices alcançados pelo ex-governador Ronaldo Caiado (que chegou a 88%), por quem foi escolhido como sucessor em uma eleição em que a continuidade é o pano fundo da decisão do eleitorado goiano.
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Felipe Nunes, da Quaest, repete incansavelmente que a aprovação ou desaprovação de um gestor é fator determinante de voto. Lembra que, em sua maioria esmagadora, as disputas pela presidência da República, pelos governos estaduais e pelas prefeituras das capitais nunca se deram contra esse postulado. Ou seja: aprovação alta, reeleição ou vitória do candidato recomendado pelo gestor; baixa, derrota. Daniel Vilela, daí, incorpora uma condição raríssima: seu governo tem entre 64 e 75,1% de nota positiva, ao mesmo tempo em que o seu antecessor – e patrono da sua candidatura – chegou a 88%. Fatores que, cruzados, levam a uma expectativa de êxito poucas vezes visto na sequência dos pleitos desde a redemocratização em Goiás, a partir de 1982.
Mais dados: em sua maioria, desde que a reeleição foi instituída em 1997, a maioria dos governadores com aprovação acima de 50% que disputaram um novo mandato foram reconduzidos ao cargo. Em 2022, 18 dos 20 governadores que tentaram a reeleição (todos com mais de 50% de avaliação positiva) foram bem-sucedidos; os 2 derrotados experimentavam aprovação abaixo de 35%. Essas estatísticas, infelizmente para a oposição, concorrem a favor de Daniel Vilela. Já dá para confeccionar o terno de posse? Nem pensar. Ele é o favorito, mas faz o dever de casa ao pedir trabalho duro para a militância. Não dorme sobre os louros. Corretíssimo. Mas o fato é que está com o novo mandato ao alcance da mão.