Mal com o PSD, pior com o MDB: o mato sem cachorro do agora “influencer” e “tiktoker” Marconi
A liquidação extrajudicial do PSDB é assunto decidido. O partido se esvaiu pelo Brasil afora e não é mais hoje nem mesmo uma pálida sombra do que foi no passado. Em São Paulo, maior praça política do país, virou zero à esquerda, depois absoluto de reinar por quase 30 anos. Esse patrimônio político esfumaçou-se. Restaram alguns náufragos agarrados a tábuas podres, entre eles o ex-governador de Minas Gerais e ex-presidenciável Aécio Neves e o atual presidente nacional Marconi Perillo, ex-governador de Goiás.
Em um esforço de valorização do minguado capital ainda restante em suas mãos, Aécio e Marconi debatem aflitos uma “fusão”, nada mais que uma absorção dos restos tucanos, pelo PSDB ou pelo MDB. Aécio sonha com o MDB, onde seria recebido como uma estrela. Já Marconi não sabe o que quer. Ele está piormente preso ao cenário local de Goiás, onde nem o MDB nem o PSD servem para ele. O ex-governador, para usar o jargão popular, meteu-se em um mato sem cachorro.

O PSD estadual é comandado por um senador no pleno exercício do cargo, Vanderlan Cardoso, com pretensões próprias para 2026, qual seja se reeleger, possivelmente em uma vaga na chapa da base governista, liderada por Daniel Vilela, do MDB. MDB? Sim, o mesmo MDB que é inimigo histórico de Marconi. Se Aécio vencer a parada e levar os cacos do PSDB para lá, o tucano-mor goiano terá que procurar um canto qualquer para acalentar seus projetos futuros, que nem ele mesmo tem consciência do que serão. Alguma certeza viria de uma candidatura a deputado federal, um gesto de humildade, deixando de lado bravatas pueris como disputar o governo do Estado ou uma vaga no Senado. Esse cacife Marconi perdeu. Hoje, ele está mais para um “influencer” das redes sociais e “tiktoker”, especializado em vídeozinhos mal produzidos na sua paradisíaca chácara em Pirenópolis, onde passa a maior parte do tempo, com ataques infantis ao governador Ronaldo Caiado, que… não é seu adversário, já que Caiado mira para a frente uma candidatura presidencial, algo a respeito do que o ex-governador nada tem a contribuir, nem a favor, nem contra.
Caiado não se dá ao trabalho de responder a um apequenado Marconi, que, sim, já foi grande, embalado por quatro vitórias para o governo do Estado. O sucesso, no entanto, levou a uma acomodação. No final, erros cometidos em sucessão levaram a derrotas acachapantes e a um isolamento político sem precedentes para um ex-governador cujo maior aliado estadual é o Zé do Gordo, prefeito de Sanclerlândia, pasmem, do PSDB. Tudo isso não leva a lugar nenhum. E a hora da verdade vem chegando rápida, com o fim do PSDB.