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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

20 maio

É fato: sem Adriana Accorsi na eleição para o governo, Daniel Vilela vence no 1º turno

Sem a deputada federal Adriana Accorsi como candidata do PT – e ela já avisou que vai concorrer à reeleição para a Câmara -, o governador Daniel Vilela, pelas pesquisas publicadas até agora, vencerá a corrida pelo Palácio das Esmeraldas no 1º turno. Isso, conforme as últimas apurações da Genial/Quaest, Atlas/Intel, Paraná Pesquisas e Real Time Big Data. Ou seja: são 4 institutos de credibilidade sinalizando para o encerramento das eleições deste ano em Goiás sem necessidade de 2º turno, já que, com o lançamento de qualquer nome pelo PT que não o de Adriana Accorsi, Daniel Vilela sempre alcança intenções de voto superiores às de todos os seus adversários, juntos.

 

 

Na média, as pesquisas deixam claro que a recondução do governador a um novo mandato caminha para se dar em turno único: Daniel Vilela aparece em todos os levantamentos com um mínimo de meio ponto percentual e até 5 pontos acima da soma dos pontos do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) , do senador Wilder Morais (PL), de um candidato pelo PT como o provável Luís César Bueno (o presidente do Sindicato dos Jornalistas e o advogado Valério Luiz também foram testados e deram no mesmo), e da socióloga Cíntia Dias (PSOL). Convertendo-se esses dados para o algoritmo da Justiça Eleitoral, Daniel ultrapassa os 50% mais um dos votos exigidos para liquidar a disputa em 1º turno.

 

 

A candidatura hipotética de Adriana Accorsi tem, em tese, poder para alterar esse cenário e levar a definição das urnas para o 2º turno. Dona de reconhecida densidade eleitoral, ela crava entre 9 e 10%, muito mais que o dobro dos companheiros petistas avaliados como possíveis representantes do partido no pleito que se avizinha. Adriana se classifica em 3º lugar, à frente de Wilder Morais e atrás de Marconi Perillo, em 2º lugar, e, obviamente, de Daniel Vilela, em 1º. Ocorre que o PT de Goiás já recebeu e absorveu a ordem do Soviete Supremo da sigla, isto é, do diretório nacional, válida para todos os Estados, orientando para a formação de chapas competitivas para deputado federal, com o objetivo de formar uma bancada numerosa e assim garantir acesso a fatias maiores dos fundos partidário e eleitoral.

Sábia e prudente decisão do PT, convenhamos. Mesmo bem classificada nas pesquisas e com potencial para influir sobre o curso da eleição, Adriana Accorsi não teria chances de vitória. As goianas e os goianos não sufragam esquerdistas para a direção do Estado, nem minimamente falando. Como a deputada é um quadro de reconhecido valor, mais conveniente para Goiás sem dúvida será seguir na segurança da carreira parlamentar em vez de se meter em aventuras que apenas a excluiriam da vida política pelos próximos anos.

 

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Voltando ao que interessa, quer dizer, a Daniel Vilela, há outro detalhe de relevância a depreender das pesquisas: uma ascensão contínua e estável, aumentando os índices a cada rodada. No final do ano passado, Daniel variava entre 25 e 30% das intenções de voto. Agora, chega a bater na casa dos 43%. A concorrência parece estagnada. Pior: o 2º colocado, Marconi Perillo, verga sob uma taxa de rejeição estratosférica que bate os 50%. E Wilder Morais não faz campanha (ou não sabe fazer), atolado nos 10% de intenções de voto do público bolsonarista (que, em grande parte, de acordo com as pesquisas, prefere Daniel Vilela).

Resumo da ópera: Adriana Accorsi não vestirá o figurino de candidata a governadora, Marconi e Wilder enfrentam dificuldades monumentais, cada um dentro do seu quadrado, não conseguem se posicionar como competitivos e, assim, Daniel Vilela fica a um passo (19 semanas) de ganhar as eleições em 1º turno, embalado pelo apoio rasgado do ex-governador Ronaldo Caiado. É o que rezam as pesquisas e por ora não há nada de crível para desautorizar esse prognóstico.