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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

18 jun

Daniel Vilela consolida prioridade para a segurança pública, assim como no governo Caiado

O governador Daniel Vilela, em 3 meses de gestão, já deixou claro que a continuidade na área de segurança pública é a sua grande prioridade. Desde que assumiu, Daniel mergulhou em um rally de entregas de obras e benefícios pelo Estado afora, porém dedicando parcela significativa dessa agenda e dos investimentos para reforçar a atuação das forças policiais e garantir o patamar de paz social alcançado durante os dois mandatos do seu antecessor Ronaldo Caiado.

 

 

Está claro que o novo governador também resolveu adotar como marca o combate rigoroso ao crime, a exemplo de Caiado, sempre através da integração tecnológica e a valorização do aparato estadual de segurança. Ciente de que qualquer tropeço na manutenção da ordem pública traria enormes prejuízos para a sua imagem e para o seu projeto de reeleição, Daniel Vilela anuncia quase que semanalmente medidas de apoio à forte linha de enfrentamento adotada em Goiás, mantendo o Estado como referência nacional em matéria de constantes quedas nos índices de criminalidade.

Até 2027, mais de R$ 1,2 bilhões serão aplicados na qualificação das polícias, aquisição de viaturas, armamentos e equipamentos, com atenção especial para a cereja do bolo: o uso da inteligência artificial pelos agentes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Técnico-Científica. Aqui, por iniciativa do Ministério Público e da 1ª Instância do Poder Judiciário, o processo está sendo atrasado, em prejuízo das goianas e dos goianos.

Como sempre, o MP-GO suscita questões todas as vezes que se depara com iniciativas que fogem ao padrão tradicional da legislação, porém atendem aos requisitos legais – e foi assim que se tentou obstaculizar a construção do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás – CORA, uma batalha que o governo Caiado foi obrigado a travar na Justiça, até vencer nas cortes superiores. Hoje, o CORA tornou-se indispensável para o tratamento do câncer infantil no Estado e está prestes a iniciar a implantação de uma 2ª unidade, destinada a pacientes adultos.

 

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A ação do MP-GO contra a proposta de adoção da IA contra o crime não abalou o governador Daniel Vilela. “Vamos para o enfrentamento e vamos derrubar essa decisão porque é um projeto espetacular, sem igual no Brasil”, reagiu, com razão. A IA é fundamental para avançar na redução dos índices de criminalidade e na resolutividade das investigações, além de mostrar o Estado antenado com o que há de mais moderno em matéria de inovação. “A gente tinha de estar feliz de trazer essa turma para cá, com o projeto piloto que fizeram no Entorno, e com os resultados que vão repercutir internacionalmente. Será um case“, afirma o governador.

O jornalista Batista Custódio, já falecido, ironiza, com uma das suas frases de efeito: se existisse Ministério Público na época, Brasília não teria sido construída. Corretamente, o governo de Goiás vai insistir e defender judicialmente a liberação do seu projeto de IA, que de fato parte de uma experiência muito bem-sucedida em Luziânia, nas proximidades do Distrito Federal, e tem um potencial enorme para colaborar com a luta contra a bandidagem. Mesmo assim, o jornal O Popular (tradicionalmente associado ao MP-GO, até pelos laços sentimentais entre jornalistas da casa e promotores) entrou em campanha contra a ideia, provavelmente porque é original e praticamente não tem precedentes no Brasil.

Pelo sim, pelo não, a atenção que Daniel Vilela dedica à segurança pública é igual ou superior à da época de Caiado. Não à toa, foram as conquistas na garantia de sossego para a população que embasaram, em um primeiro momento, a cogitação do nome do então governador para disputar a presidência da República, em um país onde o medo da violência é a reclamação número um de todas as camadas da população, conforme repetidamente apurado pelas pesquisas. Oooops, com exceção de Goiás, onde houve resposta e solução para esse desafio e todas as estatísticas criminais entraram em queda acentuada e assim seguem.