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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

02 maio

Com rally de entregas, afirmação de Daniel Vilela como governador está consolidada

O governador Daniel Vilela assumiu o Palácio das Esmeraldas em ritmo acelerado. Desde o primeiro momento, no início de abril, mergulhou em uma agenda diária de entregas, percorrendo todo o Estado para inaugurar obras, lançar novos projetos e estreitar o contato direto com a população. Nesse período, a cada 3 dias, apresentou novidades na área de segurança pública, sempre no sentido de endurecer ainda mais o combate ao crime em Goiás.

No mercado financeiro, quando uma ação de empresa experimenta altas consecutivas e se valoriza expressivamente, o movimento é chamado de rally. É o que aconteceu nos primeiros 30 e poucos dias de Daniel como governador, com a incansável presença e atividade do filho e herdeiro político de Maguito Vilela nas grandes, médias e pequenas cidades, além de viagens a Brasília para promover interesses do Estado – como no caso da visita ao Supremo Tribunal para defender uma partilha mais equitativa dos royalties do petróleo, argumentando que
Estados não produtores, como Goiás, correm o risco de prejuízos sérios com o julgamento de uma ação proposta para aumentar a fatia dos Estados produtores.

 

 

O rally de Daniel Vilela continua. Neste fim de semana, ele foi com o governador Ronaldo Caiado à Marcha para Jesus 2026, em Goiânia(foto acima), para confraternizar com dezenas de milhares de evangélicos, especialmente jovens – e atenção: recebido com simpatia pela multidão, a mesma que deu a Caiado mais de 3 minutos de aplausos ininterruptos. Bom sinal, em um momento em que a pesquisa Genial/Quaest acabava de confirmar o seu favoritismo, bem à frente dos adversários e com possibilidades para uma vitória no 1º turno e com uma rejeição baixíssima, de 19%. Para se ter uma ideia, o principal antagonista de Daniel, até agora, o ex-governador Marconi Perillo, cravou 50% de recusa ao seu nome, barreira que, se não for superada, e não se imagina como, impede qualquer político de vencer uma eleição majoritária.

 

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Maior vantagem de Daniel Vilela é a identificação com Caiado

 

Antes de assumir com a renúncia do ex-governador Ronaldo Caiado para se candidatar a presidente da República, Daniel Vilela, na verdade, já “governava”. Desde meados de 2025, Caiado vinha repassando atribuições cada vez mais pesadas ao seu vice, estratégia notavelmente incrementada a partir do início deste ano, quando a maior parte das inaugurações e distribuição de benefícios sociais, por exemplo, já estava entregue ao comando de Daniel. Esse gesto do então governador repercutiu com força na identificação do vice como o seu sucessor escolhido – um predicado decisivo nas urnas de outubro, depois que a mesma pesquisa Genial/Quaest revelou que 71% das eleitoras e dos eleitores acreditam que Caiado merece eleger um nome de confiança para o governo do Estado. Mais: mostrou que não existe sentimento por uma mudança entre o eleitorado, com 71% manifestando preferência pela continuidade administrativa.

Ante tudo isso, a oposição prostra-se sem reação, pelo menos por enquanto. Marconi vai de vez em quando a um ou outro município, para reuniões esvaziadas de gente. Wilder Morais, esse absolutamente nada faz. Nada mesmo. E a esquerda, liderada pelo PT, sequer conta com a definição de um candidato para chamar de seu – e parece destinada a lançar um nome sem densidade eleitoral, depois que chegou a ordem do comando soviético de Brasília para que os melhores quadros concorram à Câmara Federal para ajudar a formar uma bancada numerosa e assim garantir o que os petistas federais mais gostam, ou seja, o dinheiro público dos fundos partidário e eleitoral (de resto, meta de todas as demais legendas em operação no país). O caminho de Daniel Vilela, portanto, segue desobstruído.