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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

31 jul

Candidatura de Wilder é desastre que não tem apoio nem do eleitorado bolsonarista

 

A última pesquisa Genial/Quaest sobre as eleições em Goiás colocou a nu o desastre em que se transformou a candidatura ao Palácio das Esmeraldas do senador Wilder Morais (PL). Ao revelar que Wilder caiu em alguns quesitos, permaneceu estagnado em outros e, o que é uma péssima notícia, não tem apoio expressivo nem mesmo entre as faixas da população autodeclaradas como bolsonaristas, a Genial/Quaest confirmou o que a maioria analistas já enxergava desde os primeiros passos de um projeto fragilizado que tem muito de vaidade pessoal e pouco de consistência política.

Grave, gravíssimo: desde sempre, Wilder Morais está atolado na faixa dos 9 a 11% das intenções de votos. Nunca foi além. Na pesquisa desta semana, é nesses índices que ele segue paralisado, variando para baixo em algumas particularizações, mas especialmente quando a Genial/Quaest procura estabelecer a influência política e ideológica sobre as preferências por cada candidato. Surpresa: Wilder (19%) perde para Marconi (21%) e Daniel (40%) entre a direita não-bolsonarista. Surpresa maior: Wilder (26%) ganha de Marconi (13%) no voto bolsonarista radical, mas fica perto de tomar uma lavada de Daniel Vilela (39%). Isso mesmo: entre dito bolsonarismo raiz em Goiás, Daniel bate Wilder por 39 a 26% ou 13 pontos de vantagem.

 

 

A candidatura do senador-milionário não empolgou. A filha de Iris Rezende, Ana Paula, na vice, não agregou. Tudo o que Wilder fez, desde que se declarou postulante ao governo, não somou. Mas, como que está ruim sempre pode piorar, a Genial/Quaest oferece mais uma revelação desalentadora para o candidato: no 2º turno, Daniel Vilela o esmagaria por 54 a 16%, números que mostram uma queda de Wilder desde o último levantamento do mesmo instituto, no final de abril, quando o placar foi de 51 a 21%. Em resumo: na simulação de 2º turno, Wilder caiu 5 pontos. Suas expectativas, após meses de campanha, foram reduzidas. A diferença que o separa de Daniel é simplesmente gigantesca e nem um sonhador inconsequente ousaria imaginar que poderia ser vencida em dois meses, daqui até as urnas de 4 de outubro (e lembrando: no 1º turno, na pesquisa Genial/Quaest, Daniel Vilela tem 37%, Marconi Perillo 21% e Wilder Morais 11%).

 

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Wilder Morais está hoje onde estava em 2022, quando ganhou o mandato de senador com pouco mais de 700 mil votos. Ele mal chega nesse patamar, 4 anos depois. Seu nome beira o anonimato e sua contribuição com o Estado e o país, no Senado, totalmente desconhecida, se existir. Wilder se veste com roupas caras até para pedir votos na rua. Nas redes sociais, ostenta helicópteros e vive exibindo sua mansão em Angra dos Reis, à beira do mar. Com as data das urnas logo ali, ele não foi capaz ainda de apresentar uma visão de futuro para Goiás, nem minimamente. O que chama de propostas são afirmações genéricas sobre aumentar investimentos na infraestrutura ou melhorar o atendimento de saúde. Em momento algum, detalhou qualquer ideia atraente para as goianas e os goianos. A candidatura, por isso mesmo, é vazia e está pendurada em um fiapo de esperança, a de que, na reta final, um vagalhão bolsonarista se levantará e a conduzirá a um triunfo consagrador. No mundo real, jamais. No reino da fantasia, é possível.