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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

02 ago

Genial/Quaest confirma cientificamente: pano de fundo da eleição em Goiás é a continuidade de Caiado

Quem representa a continuidade das gestões do ex-governador Ronaldo Caiado na eleição em curso para o Palácio das Esmeraldas? Ora, Daniel Vilela, o vice de Caiado que assumiu após a desincompatibilização do titular para disputar a presidência da República. A continuidade, mais uma vez, foi comprovada pela última pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quarta passada, 29 de julho, como a motivação número um da corrida governamental deste ano. Os números são esmagadores: 71% acham que Caiado merece eleger seu sucessor, enquanto 77% entendem que o próximo governador não deve mudar nada ou apenas o que não está bom (apenas 18% defendem mudar radicalmente). De resto, Caiado, segundo a pesquisa, tem um recall de 87% de avaliação positiva, um índice historicamente recordista em termos nacionais, em todos os tempos.

 

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Imaginem 10 goianas e goianos conversando em uma mesa. Caiado receberia elogios rasgados de 9, uma quase unanimidade. É dessa maioria que em grande parte vem a força da candidatura de Daniel Vilela. Óbvio: Daniel tem as suas qualidades pessoais, dentre as quais a temperança combinada com a juventude é uma virtude já publicamente demonstrada. Mão forte para governar é outra, combinada com um espírito inovador, habilidades ressaltadas em seus poucos mais de 4 meses de governo até agora. Exatamente essas características ajudaram o filho de Maguito Vilela a alcançar 64% de aprovação na apuração da Genial/Quaest, um dado persistente em todas as faixas do eleitorado, inclusive lulistas e bolsonaristas.

Tudo isso sugere uma eleição já definida. Claro, resultados para valer, só quando as urnas entoarem a doce cantiga da vitória na noite de 4 de outubro. Mas o prognóstico é certeiro: a população quer um prolongamento dos governos Caiado e é Daniel Vilela quem encarna essa garantia pela identificação e por ter sido expressamente nomeado por Caiado como o seu único e bem-preparado continuador, logo… Daniel Vilela está a um passo de um novo mandato. Ele é o sucessor que Caiado merece eleger, conforme a Genial/Quaest. E os seus 64% de validação favorável como governador podem ser interpretados como atestado de que está apto a seguir em frente na manutenção e salvaguarda do legado de Caiado.

 

 

Os adversários de Daniel Vilela estão encurralados pelas preliminares desenhadas de forma cristalina para o pleito cada vez mais próximo. Falar mal de Daniel Vilela implica em dirigir críticas a Caiado, que definiu Daniel como o seu herdeiro. Não pega bem. Marconi Perillo e Wilder Morais, em desespero, recorrem a uma fórmula disfuncional, condenada a se voltar contra ambos: evitam Caiado como alvo e buscam se apresentar como “tarimbado”, caso de Marconi, e “gestor” de sucesso na iniciativa privada, a exemplo de Wilder, na tentativa de estabelecer um contraponto para Daniel Vilela. Os dois, portanto, seriam mais “experientes” e daí mais competentes para dar prosseguimento às conquistas da Era Caiado. Quem acredita nesse disparate?

Esse argumento, cuja utilização foi confirmada pelos marqueteiros tanto de Marconi quanto de Wilder, tem um defeito de origem: ora, se eles, como candidatos de oposição, enxergam o governo Caiado como muito bom, deveriam concordar também com a decisão de Caiado sobre quem melhor cuidará do Estado construído nos seus mandatos, ou seja, Daniel Vilela. Se não são capazes de oferecer um projeto alternativo – a propósito, caminho recusado pela sociedade, no momento -, desistam e passem a apoiar Daniel, já que Daniel é quem simboliza a continuidade de tudo o que as pessoas veem de proveitoso nas administrações de Caiado, origem dos 87% de avaliação positiva registrados pela Genial/Quaest para Caiado e pelos 64% precocemente atingidos por Daniel.

Marconi Perillo e Wilder Morais estão enfrentando um desafio semelhante a escalar uma pedreira íngreme apenas com as mãos e pés. Nenhum mostra energia ou engenhosidade para chegar ao topo. Estão isolados, cometem erros seguidos, andam sozinhos e sem agenda pelos municípios afora, carecem de estrutura mínima de campanha e parecem acreditar exclusivamente no confronto de nomes. Não à toa, a Genial/Quaest constatou que, em meses e meses após o lançamento das suas candidaturas, não evoluíram um décimo de ponto e permanecem, Marconi, na faixa de 20 pontos atrás de Daniel e, Wilder, mais de 30. Pronto: como já dito repetidamente neste blog, é a corrida pelo Palácio das Esmeraldas com desfecho mais previsível da história política e eleitoral de Goiás.