Genial/Quaest confirma fiasco da oposição, estagnada, com Daniel Vilela em 1º lugar, crescendo

Desde o final do ano passado, tornou-se rotina a publicação de pesquisas (as de credibilidade, óbvio) mostrando o governador Daniel Vilela (MDB) em 1º lugar, crescendo sempre e conquistando o 1º lugar isolado, bem à frente dos adversários – esses, atenção, estagnados nos mesmos índices, sem praticamente evoluir um décimo que seja: o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) na 2ª posição, o senador Wilder Morais como 3º colocado e o candidato do PT, agora o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno, na rabeira absoluta.

Pois bem: acaba de sair mais um levantamento sobre as eleições em Goiás, por conta da Genial/Quaest, um dos institutos de indiscutível seriedade e responsabilidade na apuração de números eleitorais pelo país afora(confira acima). Os dados foram colhidos em campo entre 24 e 28 deste mês de julho e mais uma vez confirmam que Daniel Vilela está na dianteira, em 1º lugar com 37% das intenções de voto, seguindo-se, como sempre, Marconi Perillo com os mesmos 21% da pesquisa passada (lembrando: da Genial/Quaest, publicada no final de abril), e Wilder Morais também com os mesmos 11% daquela época. Nenhum dos dois adicionou nada, em um ranking em que Daniel Vilela saltou de 33 para 37%. O petista Luis Cesar Bueno apareceu com 3%, incluindo-se ainda as esquerdistas Cínthia Dias (1%), do PSOL, e Luciana Amorim (0%), da UP.
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Daniel Vilela somou mais 4 pontos em relação à pesquisa anterior do mesmo instituto (a do final de abril), acima da margem de erro de 3 pontos para mais ou para menos, enquanto seus antagonistas não se mexeram. Esse marasmo configura um desastre para a oposição. Mostra que seus candidatos e suas propostas e teses, se é que as há, não tiveram nenhuma repercussão, apenas se repetindo o cenário histórico de todas as eleições em Goiás, em que uma faixa de 30 a 35% do eleitorado está eternamente posicionada contra o candidato do governo. Só isso e nem um passo adiante. Para Marconi, Wilder e Luis Cesar, é uma catástrofe anunciada o que vem aí nas urnas de outubro. Daniel Vilela, hoje, segundo a Genial/Quaest, contabiliza 16 pontos sobre Marconi, 26 pontos além de Wilder e 34 pontos a mais do que Luis Cesar. Dá até para vencer no 1º turno, especialmente tendo em vista a linha contínua de ascensão de Daniel. Ou garantir que o 2º turno se se dê sob o efeito de reafirmação do resultado do 1º turno, em uma espécie de prorrogação sem sal.

As revelações da Genial/Quaest, portanto, são avassaladoras para Marconi Perillo, Wilder Morais e o PT. Quanto a esse último, não havia mesmo expectativas, de resto. Mas Marconi e Wilder estão provando uma monumental falta de competência para tocar candidaturas teoricamente alternativas, sucumbindo a uma pobreza de ideias, mobilização perto do zero e completo isolamento. Ou seja: nenhum deles conseguiu apresentar propostas capazes de chamar a atenção do eleitorado, um e outro carecem de bases reais pelos municípios afora e mais ainda nas maiores cidades, sem falar no pior de tudo, que é a ausência de lideranças de peso nos seus respectivos palanques. Nem sequer a iniciativa do debate, que permanece nas mãos de Daniel Vilela (sob o mote da continuidade da gestão do ex-governador Ronaldo Caiado), eles conseguiram assumir, descumprindo o que seria o principal papel da oposição em uma disputa eleitoral. Disputar eleições assim se encaixa na metáfora perfeita do suicídio político.