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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

02 ago

Cogitação de Vilmarzim para vice é desmoralizante para Marconi

Irrompeu na imprensa, neste fim de semana, a notícia de que o ex-prefeito de Aparecida Vilmar Mariano despontou como cogitado para ocupar a vice do ex-governador Marconi Perillo. O próprio Vilmarzim, como é conhecido pela sua baixa estatura, confirmou a informação. Marconi não falou nada, mas é público e notório que ele enfrenta dificuldades para formar uma chapa até a data da convenção do PSDB que o oficializará como candidato ao governo do Estado, marcada para quarta-feira, 5 de agosto.

Marconi, até agora, só tem o Cidadania na sua coligação. Mais nenhum partido. Lideranças de peso ao seu lado, zero, a não ser velharias já marginalizadas do palco principal da política de Goiás, como os Lage, de Goianésia, que, entretanto, não se dispõem a oferecer seus nomes para a vice de Marconi ou para as 2 vagas senatoriais. É fora de dúvidas que, sem opções de qualidade eleitoral mínima, o ex-governador tucano será obrigado a improvisar com “políticos” que mais se assemelham a remendos improdutivos do que a soluções capazes de contribuir com a sua campanha – como, aliás, sugere a própria lembrança de Vilmarzim.

 

 

Quem diria; Marconi e Vilmarzim. É uma declaração antecipada de derrota. De cara, o ex-prefeito aparecidense está com os direitos políticos cassados, depois das irresponsabilidades cometidas na época da eleição municipal, em traiu o seu grupo histórico – o do ex-prefeito Gustavo Mendanha – e apoiou infrutiferamente o Professor Alcides para a prefeitura. Tomou vários processos, um dos quais terminou em condenação e, portanto, com a sua inscrição como ficha suja no cadastro da Justiça Eleitoral e daí impedido de registrar candidatura a qualquer posto eletivo.

 

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Vilmarzim está também enrolado com o Banco Master, no qual, na sua gestão, o município de Aparecida enfiou e perdeu R$ 40 milhões de reais. Só por isso, já deveria ter sido denunciado pelo Ministério Público Estadual, que, complacentemente, ainda não o fez. Mas uma outra ação civil pública o persegue por roubo de galinha, isto é, por ter desviado pouco mais de R$ 10 mil reais quando foi presidente da Câmara Municipal ao contratar uma empresa fajuta para ministrar cursos para os seus funcionários.

Tudo isso tem pouca importância diante de um fato irretorquível: só a simples menção de uma figura tenebrosa como a de Vilmarzim para a vice é suficiente para fragilizar – ainda mais – a candidatura de Marconi. É algo que piora os 46% de rejeição que a última pesquisa Genial/Quaest apontou para o ex-governador. (Em uma análise correta, o Jornal Opção avaliou esse recorde negativo para concluir que “um candidato com um patamar elevado de recusa pelo eleitorado jamais se elege para um mandato executivo, mesmo porque se transforma, ele mesmo, no seu principal adversário”).

Dize-me com quem andas e te direi quem és. O provérbio popular cai para uma luva para um desesperado Marconi que já foi grande, porém mergulhou em uma espiral de equívocos e hoje caminha para mais uma derrota eleitoral, a 3ª, isolado, sem ninguém ao seu lado, a não ser gente infame como Vilmar Mariano. Repetindo: só a especulação que inclui Vilmarzim como vice potencial na chapa de Marconi já é desmoralizante. Caso venha a ser o escolhido, será uma humilhação autoimposta pelo ex-governador.