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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

10 abr

Enrolado com o Banco Master e consolidado como o mais rejeitado: só más notícias para Marconi

O carma do ex-governador Marconi Perillo parece longe de melhorar. Nos últimos dias, mais notícias ruins chegaram, mostrando que o ritmo de manchetes negativas na mídia iniciado desde os seus últimos anos como governador, encerrados em 2018, não perdeu a velocidade. De uma tacada só, nesta semana que se encerrou, Marconi despontou envolvido em mais um cambalacho, o da hora, com a CPI do Crime Organizado divulgando a informação de que ele recebeu quase R$ 15 milhões do Banco Master supostamente pela prestação de “serviços de consultoria”.

 

 

Essa ninguém esperava. Que “serviços de consultoria” alguém como o ex-governador de Goiás poderia oferecer ao “banqueiro” Daniel Vorcaro, ainda mais em se levando em conta o elevado valor da “remuneração”, longe dos padrões de mercado? Trata-se de uma estória que precisa ser esclarecida, em especial por alguém que se pretende habilitar ao Palácio das Esmeraldas. Que tipo de opinião ou parecer de Marconi teria tanta importância para uma instituição financeira (já em estado pré-falimentar, na época) a ponto de valer uma fortuna como a que ele recebeu, equivalente a um prêmio de Mega Sena? É uma pergunta que precisa de resposta – e com urgência.

 

 

Não é algo que recomenda um político, no momento cultivando a ambição de governar Goiás. Não à toa que outra novidade com tudo a ver desabou sobre a cabeça do tucano: uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas revelou ser ele o mais rejeitado dentre todos os interessados na eleição de outubro próximo. Confiram no gráfico acima, leitoras e leitores; ele alcança 37,3% de citações quando os entrevistados são confrontados com a pergunta: “Em quem você não votaria de jeito nenhum para governador de Goiás?”. Para completar, o governador Daniel Vilela, que é candidato à reeleição, mostra um índice correspondente a menos de um terço da rejeição de Marconi, ou seja 11,7%. É um cenário devastador para o ex-governador.

 

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Grave: novas revelações, como essa surpresa de Marconi como um milionário “prestador de serviços de consultoria” ao Banco Master, só tendem a piorar esse quadro desfavorável. Pesquisas qualitativas apontam para a corrupção como uma das causas da rejeição de um nome que governou Goiás por 4 vezes e em certos momentos chegou perto do status de semideus da política, mas acabou naufragando graças às suas próprias contradições e a 2 derrotas consecutivas para o Senado. Se insistir em disputar qualquer eleição majoritária, seja para governador ou senador, a certeza de mais uma derrota é o mais provável desfecho. Teria chances, se sobreviver a mais esse escândalo, correndo atrás de uma cadeira de deputado federal. E olha lá.