Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

25 jun

Vem aí a falta de água em Goiânia e Aparecida, mas o governo Zé Eliton não se comunica e não dá explicações sobre o que está acontecendo. Será que é melhor começar a furar cisternas?

Goiânia e cidades adjacentes poderão ficar sem água, de novo, durante a estiagem. E não será por falta de água. Ela existe em abundância na magnífica represa(foto) do ribeirão João Leite, topo do sistema de tratamento denominado Complexo Mauro Borges. De lá, por gravidade, a água iria parar nos reservatórios do Setor Universitário. E de lá deveria chegar às torneiras. Mas é lá que a coisa enroscou.

 

O Complexo Mauro Borges foi ideia de Iris, que levantou financiamento externo. Mas a obra mesmo só seria iniciada no 1º governo Marconi. No 2º, foi interrompida. Alcides a retomou em seu governo, com recursos federais. Concluiu a barragem e iniciou a construção da estação de bombeamento. Voltando ao governo, Marconi terminou a estação e a adutora de oito quilômetros para levar a água até o Setor Universitário, para daí ser distribuída através dos capilares.

 

O sistema MB tem capacidade de produzir 8 metros cúbicos de água por segundo, o dobro do sistema ainda operante, o Santa Genoveva. É o bastante para atender a necessidade de Goiânia e seu entrono pelos próximos 50 anos.

 

Mas falta fazer os capilares. Por que diabos isso ainda não foi feito? O governo Zé Eliton não informa. Não esclarece a opinião pública, que já não acredita mais em solução para o problema da escassez e se pergunta se não seria melhor furar cisternas.

 

Aliás, não temos informações sobre tantas outras obras. Por exemplo, o estratégico aeroporto de cargas de Anápolis, onde o mais difícil, a pista, já está pronta há oito anos. Ainda não entrou em operação e não se sabe quando vai entrar. O que está faltando para ser concluído? O governo nada diz.

 

Uma chusma de assessores de imprensa, conselheiros de comunicação e marqueteiros se aboleta no palácio para bajular o governador Zé Eliton, não para explicar o governo e dar os esclarecimentos necessários à sociedade. Daí porque a candidatura de José Eliton está trumbicando. Quem não se comunica, se trumbica, dizia o saudoso Chacrinha. Pura verdade.(Helvécio Cardoso, jornalista)