Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

16 set

Hipótese de eleição para governador de Goiás definida no 1º turno continua de pé

 

Todas as pesquisas – as de credibilidade, é claro – publicadas nos últimos 3 meses apontam para a chance da reeleição do governador Daniel Vilela (MDB) se dar em turno único. Algumas com folga de votos válidos, com Daniel alcançando mais de 56%, outras no limite da margem de 50% mais um dos votos. Mas, inequivocamente, com todos esses levantamentos convergindo para a hipótese de definição do resultado logo no 1º turno.

As próximas semanas, ou seja, as duas finais antes de 4 de outubro, serão decisivas para a confirmação dessa previsão. Com uma das campanhas mais frias da história política de Goiás em andamento e com a acirrada disputa presidencial arrebatando todas as atenções, ainda mais sob a chuva de lama que vem do Supremo Tribunal Federal, não é de se descartar um clima de decisão coletiva em torno do encerramento da corrida pelo Palácio das Esmeraldas sem necessidade de 2º turno, podendo, assim, o eleitorado se dedicar ao que realmente importa para o país como um todo: quem irá se assentar no trono da Praça dos Três Poderes a partir de 1º de janeiro de 2027.

As preliminares para as eleições governamentais deste ano em Goiás já estão colocadas desde sempre e estão sintetizadas na continuidade da gestão do ex-governador Ronaldo Caiado como motivação maior para a resolução do pleito. Todas as pesquisas – repetindo: as de credibilidade – sobre o assunto foram claras ao detectar uma preferência esmagadora pelo prolongamento do governo Caiado, a quem foi atribuído até mesmo o direito de eleger o seu sucessor – e tudo isso se configurando no nome de Daniel Vilela. Deve ser daí que a oposição, há meses e meses, não evolui nas pesquisas, marcando passo no 2º lugar de Marconi Perillo (PSDB), 20 pontos atrás de Daniel, na 3ª posição de Wilder Morais (PL), mais de 30 pontos à distância de Daniel, e, enfim, na lanterna carregada por Luis Cesar Bueno (PT), totalmente fora do páreo com meros 6% das intenções de voto.

 

LEIA TAMBÉM

Crise do STF esfria a campanha em Goiás e ajuda no favoritismo de Daniel Vilela

Governante com mais de 50% de aprovação não perde a reeleição; Daniel tem entre 64 e 75,1%

Oposição imobilizada: rejeição liquida Marconi, bolsonarização restringe Wilder e Lula trava Luis Cesar

 

Na reta final, a se iniciar a partir da semana vindoura, a população costuma se atentar com olhos mais abertos para a iminência das urnas e das escolhas a fazer, é fato. Por inércia e tradição, esse efeito de ampliação do foco pode beneficiar ligeiramente um ou outro candidato de oposição, mas, obviamente, também a candidatura governista, por que não? Ainda mais quando se tem uma campanha encorpada, muito mais, que a dos adversários, bem como a metade do horário gratuito, com mais possibilidade de gerar repercussão positiva como consequência da mobilização por todo o Estado e da divulgação das realizações de um governo com elevada aprovação (Caiado com 88% e Daniel, até 75%, conforme a Quaest e a Paraná Pesquisas).

Não há reação à vista capaz de alavancar seja Marconi Perillo seja Wilder Morais no sentido de encurtar a imensidão de votos que os separa de Daniel Vilela. Pelo menos por enquanto, não. Marconi segue massacrado pela sua monumental rejeição, totalmente calcificada, e Wilder escorrega seguidamente, como ao admitir a obrigatoriedade de câmeras corporais para policiais – contrariando um mantra do bolsonarismo que diz professar. Ambos com campanhas tímidas. De certa forma, colaboram com o projeto de Daniel e atuam para construir as suas próprias derrotas.