Campanha chega ao fim exatamente como começou: favoritismo de Daniel é absoluto
Nada mudou de essencial desde o início da campanha para o governo de Goiás, iniciada em agosto. O governador Daniel Vilela chega ao dia da votação como o favorito absoluto, ostentando o 1º lugar isolado em todas as pesquisas – as de credibilidade, lembramos sempre. Daniel tem chances amplas de liquidar a fatura logo no 1º turno, mesmo porque nos últimos levantamentos dos institutos Real Time Big Data, Quaest, Atlas/Intel e Paraná Pesquisas, todos confiáveis, registraram para ele mais de 50% mais um das intenções de voto, número suficiente, segundo a Justiça Eleitoral, para ser declarado vencedor e encerrar a eleição a 4 de outubro.
É quase certo que a única diferença entre o cenário dos primeiros dias e o resultado a ser proclamado pelo TRE-GO no domingo à noite será a debacle do ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Ele já entrou em empate técnico com o senador Wilder Morais (PL) e parece destinado a cair para o 3º lugar no cômputo definitivo dos boletins das urnas eletrônicas. Há até quem aposte em um 4º lugar para Marconi, atrás do petista Luis Cesar Bueno. Tudo isso consequência da ousadia insana do ex-governador, ao se lançar em uma candidatura sem base social, marcada por recordes de mais de 50% de rejeição, sem tempo de propaganda no rádio e na televisão e sem qualquer estrutura, impulsionada apenas pelos mais de R$11 milhões que ele recebeu dos fundos eleitoral e partidário – essa talvez a única justificativa para a inconsequente aventura sem amanhã em que Marconi se meteu.

Parênteses, aqui, para um balanço rápido sobre os programas no horário gratuito do rádio e TV. Marconi Perillo, coitado, não teve chance nenhuma. Ganhou 30 segundos, zastrás suficiente somente para dizer o nome e repetir o número 2 ou 3 vezes, nada mais. Wilder Morais fez os piores programas, abusando de um teatrinho em que uma família faz elogios a ele enquanto come, à mesa, e com falas arrogantes, caracterizadas pelo queixo erguido a reforçar o ar de falsa superioridade. No último dia na TV, sequer teve a modéstia de pedir o voto da audiência. Para piorar, apresentou-se atrás do obstáculo de uma cerca branca(print acima), enquadrado de baixo para cima – vendendo a ideia de distanciamento e falta de laços entre ele e o público votante. Um desastre. Seu marqueteiro deveria devolver os milhões recebidos por serviços tão ruins.

Daniel Vilela foi enfático ao encerrar as suas aparições com um pedido de voto direto e emocional. Para um candidato a um cargo majoritário, isso é dever de casa, uma prova de humildade e consideração que não pode ser esquecida(print acima). Trouxe também, mais uma vez, Caiado para insistir na recomendação do seu nome como o único talhado para a continuidade tão desejada pela população. No mais, muito povo, mais de uma centena de homens, mulheres, jovens, idosos e gente de todos os tipos e idades para declarar apoio e dizer, um e outro, os motivos: juventude, ligação com Caiado, bom governo, propostas inovadoras e a garantia de um “futuro seguro”, principal slogan da campanha governista – o único, aliás, que pegou na temporada eleitoral ora a caminho do fim. Daniel, dono de metade do horário gratuito, evitou pirotecnias. Com equilíbrio e moderação, conseguiu produzir um visual energizado e atraente.
No essencial, em conclusão, a campanha – seja no rádio e TV, seja nas ruas, seja nas redes sociais – andou morna, na medida em que a oposição abriu mão de oferecer combustível para esquentar o debate entre os candidatos. E assim terminou. Ponto para Daniel Vilela, que praticamente não foi incomodado pela concorrência e se viu à vontade para navegar nas águas seguras da continuidade das gestões Caiado, maior anseio do eleitorado segundo todas as pesquisas. Chega ao 4 de outubro como o vencedor potencial, tendo ainda ao alcance da mão a hipótese de vitória no 1º turno. Esse é o resumo das eleições em Goiás às vésperas das urnas.
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