Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

26 jun

Estratégia eleitoral mais bem pensada, até agora, é de Daniel Vilela. Isso porque Caiado, em 1º lugar isolado, só precisa fazer oposição e Zé Eliton está perdido, acreditando que governar é o mesmo que fazer campanha

Uma avaliação das estratégias de campanha (ou falta de) dos três principais candidatos a governador leva à conclusão fácil de que quem está se saindo melhor é Daniel Vilela, que trabalha com denodo para desconstruir o seu adversário direto – Zé Eliton – com o qual disputa o 2º lugar e o direito de ir para o 2º turno, se houver.

 

Ao mesmo tempo, Daniel também faz críticas secundárias a Ronaldo Caiado, a quem procura situar como mais um membro do grupo que está no poder há 20 anos, apenas eventualmente dissidente.

 

O emedebista, do seu ponto de vista, age corretamente. Enquanto isso, Caiado só precisa fazer oposição, já que está em 1º lugar e deve evitar qualquer polarização, praticamente ignorando seus adversários. Está correto.

 

Zé Eliton mostra-se perdido. Pela lógica, sua estratégia seria um embate com Daniel, na disputa pelo 2º lugar e pela vaga no 2º turno. Mas, não. O governador parece acreditar que governar é o mesmo que fazer campanha e segue em frente com um discurso empolado de estadista, mais preocupado em fazer a “política do bem” e em desenvolver a “agenda modernidade” e menos interessado em dar respostas aos concorrentes ou em se posicionar como candidato.

 

Cada um vive como quer. Nas urnas, o eleitor dirá o que acha de tudo isso.