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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

11 set

Candidato majoritário mais rejeitado nesta eleição e correndo risco real de derrota, Marconi suspende o discurso agressivo e para de falar mal de Caiado e família

Quem acompanha de perto a campanha deste ano, como este blog, deve ter notado que o ex-governador Marconi Perillo fez um ajuste no seu discurso: parou de falar mal de Ronaldo Caiado.

 

Há um mês, o tucano-chefe saiu da sua tradicional postura de equilíbrio e defesa do debate de alto nível para disparar ataques rasteiros contra o senador democrata, chegando a criticar a família Caiado por fatos supostamente acontecidos em Goiás há mais de 100 anos. Marconi também repetia incansavelmente o mantra de que Caiado, em toda a sua vida parlamentar, jamais trouxe “um prego ou parafuso” para Goiás.

 

Como a sua rejeição aumenta (hoje, ele é o candidato majoritário mais citado quando a pergunta é “Em quem você não votaria de jeito nenhum?”, liderando o quesito com folga nas últimas pesquisas do Serpes, em O Popular, e do Diagnóstico, nesta terça no Diário da Manhã), ao mesmo tempo em que Caiado escala mais alguns pontos nas pesquisas, quando todos achavam que já tinha batido no teto, a estratégia de Marconi teve de ser revista – campanha agressiva costuma se voltar contra quem a faz, principalmente em Goiás, e parece que foi justamente o que aconteceu. Para minimizar o prejuízo, desde o fim da semana passada que o ex-governador voltou a falar nas obras que fez e no reconhecimento que espera do eleitor goiano. Esqueceu Caiado.