Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

14 set

Fim do Tempo Novo coloca como prioridade para a base governista em extinção a eleição de Marconi para o Senado, mesmo se for preciso abandonar Zé Eliton para evitar um prejuízo maior

A iminência da vitória de Ronaldo Caiado no 1º turno, esmagando a candidatura de Zé Eliton a governador, coloca como prioridade absoluta para a base governista em extinção a eleição de Marconi Perillo para o Senado – como única alternativa para a sobrevivência dos cacos do Tempo Novo após a posse do novo governo.

 

Ou seja: o pós-eleição já entrou nos planos dos políticos mais realistas do governismo, principalmente os parlamentares estaduais e federais que conseguirão a reeleição.

 

Se Marconi ganhar, sobraria da hecatombe que se abateu sobre os tucanos de Goiás uma liderança capaz de aglutinar as forças políticas de oposição a Caiado, com vistas à montagem de um projeto de recuperação do poder em 2022.

 

Entretanto, caso Marconi venha a ser derrotado para o Senado, será o caos. Ele não terá força para conter o processo de reorganização que a política estadual enfrentará, com a forte atração exercida por Caiado como governador e pelas novas lideranças em ascensão, como o ministro das Cidades Alexandre Baldy  e mesmo Daniel Vilela – este emergindo da eleição como um dos polos da nova política que se instalará em Goiás, seja qual for o resultado que obtiver.

 

É cada vez intenso o movimento de concentração das energias eleitorais da base governista em torno do nome de Marconi. Zé Eliton, que já se admite nos bastidores ter sido uma opção infeliz, está sendo atirado ao mar.