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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

15 set

Zé Eliton desdenha das pesquisas do Serpes (18,2% de aprovação para seu governo) e diz no Jornal Anhanguera que, nas suas “pesquisas internas” , é aprovado por 49% dos goianos. Não acredite, leitor

Na sabatina ao Jornal Anhanguera 1ª Edição, nesta sexta-feira, Zé Eliton reagiu irritado a uma pergunta sobre a baixa aprovação do governo (segundo o Serpes, em O Popular, de apenas 18,2%).

 

Zé desfiou o seu argumento tradicional (e inverídico): cada instituto tem a sua metodologia e, por isso, produzem resultados diferentes. Ele contou que os que trabalham para ele apontam o seu governo como aprovado por 49% dos goianos.

 

Veja só, leitor: não é verdade que cada instituto “tem a sua metodologia”. Não. A metodologia é uma só: montar uma amostragem baseada na estratificação da população por idade, sexo, escolaridade e mais alguns quesitos básicos e daí sair a campo para coletar os dados. Todos os institutos sérios e de credibilidade, como o Serpes, por exemplo,  fazem suas pesquisas dessa forma e daí chegam ao mesmo resultado, com variações dentro da margem de erro – que geralmente é de 3 a 3,5 pontos para mais ou para menos.

 

O leitor pode observar que o Serpes, Grupom, Diagnóstico, Ibope, Fortiori e Signates têm publicado pesquisas atribuindo aos candidatos e ao governo índices alinhados dentro da margem de erro. Zé Eliton, em todos, fica entre 9 e 13%. Sua gestão não alcança 20% em nenhum. Todos esses institutos, portanto, são unânimes nos seus resultados – dentro da margem de erro.

 

Se tivesse pesquisa mostrando que é aprovado por 49% dos goianos, sob responsabilidade de um instituto sério e de credibilidade, Zé Eliton mandaria registrar e divulgar. Se não o faz, é porque ou não tem ou falta coragem para levar uma armação reles a público. O resto é conversa de perdedor.