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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

16 set

Campanha de Caiado responde a críticas de Maguito com ataque de baixíssimo nível e totalmente incompatível com o grau de civilidade que o eleitor goiano espera dos políticos

O ex-governador Maguito Vilela publicou um vídeo nas redes sociais em que afirma estar disposto a votar em Ronaldo Caiado se alguém comprovar que ele tem alguma obra em Aparecida – cidade que ele, Maguito, governou com dois mandatos de prefeito.

 

A crítica é a mesma, quanto ao conteúdo, que Zé Eliton e Marconi Perillo vêm fazendo a Caiado, acusando os seus mais de 30 anos de mandatos parlamentares de não terem rendido para Goiás “um prego para furar uma barra de sabão”.

 

Os três – Maguito, Zé e Marconi – estão errados. Caiado tem, sim, muitas emendas orçamentárias destinando recursos a Goiás e provavelmente beneficiando Aparecida também. Em um levantamento recente, ele relacionou mais de R$ 100 milhões em recursos para os municípios goianos, por conta da sua atuação como deputado federal e senador. Além disso, foi e é legislador, não executivo como os três que o acusam.

 

Mas a polêmica tornou-se um dos temas da atual eleição. A maneira certa de responder é a que Caiado escolheu inicialmente: mostrar o que fez. Mas da campanha democrata saiu a inspiração para um texto publicado neste domingo, 16, no Diário da Manhã, que extrapola o aceitável e desanda para a rasteirice e a baixaria contra Maguito. Uma resposta que nem inteligente é.

 

Caiado não deveria permitir esse tipo de ação, incompatível com os padrões de educação e civilidade que o eleitor exige entre os políticos. E nem precisa desse tipo de instrumento, já que lidera com folga as pesquisas, deve ganhar no 1º turno e cresce a cada ataque injusto ou raso que recebe. Ele não pode entrar em um jogo que atropela a moral e a ética, virtudes das quais ele se tornou um exemplo na política. Caiado precisa ganhar sendo como candidato o que se propõe a ser como governador: diferente. A resposta a Maguito mostra que pode não ser.