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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

16 set

Erro crucial da campanha tucana: obras, programas sociais, Educação em 1º lugar no Ideb, conquistas e avanços são dever de quem está no governo e não geram obrigatoriedade de votar por gratidão

O erro crucial da campanha do governador Zé Eliton e do ex Marconi Perillo é acreditar que obras, programas sociais, Educação em 1º lugar no Ideb e as conquistas ou avanços que Goiás experimentou nos últimos 20 anos devem levar os goianos a obrigatoriamente a votar por gratidão.

 

Em 1998, a campanha de Iris Rezende desfiou o mesmo discurso e deu com os burros n’água. Marconi, um jovem e desconhecido parlamentar, venceu. Goiás estava bem: o processo de industrialização dava os seus primeiros passos, estradas pavimentadas cortavam o Estado, a energia elétrica era universalizada no campo e na cidade, programas sociais matavam a fome das famílias carentes.

 

Não adiantou. O eleitor queria mudança e mudou. O fenômeno se repete agora, agravado pela agressividade do discursos dos tucanos – veja nas redes sociais as falas exaltadas da ex-primeira dama Valéria Perillo – exigindo o voto de agradecimento e que todos se unam para defender o “legado” de Marconi.

 

O que é que o eleitor tem a ver com esse tal “legado”? Nada. Marconi fez coisas boas e ruins, todas financiadas com dinheiro dos impostos e ainda por cima recebendo salários e mordomias para fazer o trabalho para o qual foi eleito. O eleitor sabe disso. E sabe que, dentro da cabine indevassável, tem o direito de escolher quem quiser e não quem os tucanos impõem.

 

A estratégia de buscar a justificativa dol voto pelo que passou, pelo que já foi feito, portanto, é mais do que errada. É desinteligente.