Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

16 set

Tucanos sonham com “virada”, mas faltam tempo e razões objetivas dentro da sociedade para que se produza qualquer alteração nas expectativas para a eleição, que continua sendo de Caiado no 1º turno

É compreensível o esforço da campanha tucana para propalar uma suposta “onda azul” (alusão às cores do PSDB) cortando todo o Estado e produzindo uma “virada” das expectativas para o resultado da eleição, que hoje apontam para a vitória de Ronaldo Caiado no 1º turno, segundo todas as pesquisas – as de indiscutível credibilidade, naturalmente.

 

Mas a “virada”, por enquanto e talvez definitivamente é um sonho cada vez mais impossível. Em eleições anteriores, como as de 1998 e de 2006, ela ocorreu, mas a esta altura, a 20 dias da data do pleito, já estava em pleno andamento. E com base em motivações sociais e políticas que não estão colocadas hoje.

 

Para que uma reviravolta fosse real, seria indispensável a existência de fatores objetivos no seio da sociedade. E isso não pode ser notado, no momento. Temos um ciclo de poder de 20 anos que atingiu um grau elevado de fadiga, um candidato fabricado, Zé Eliton, que não mostra competências para a missão depositada sobre os seus ombros, um Marconi Perillo que não é mais Marconi e, pelo lado da oposição, um nome, Ronaldo Caiado, com experiência e virtudes que se tornaram valorizadas – biografia limpa, enfim – no Brasil pós-Lava Jato. Tudo isso foi absorvido pelo eleitorado e está se refletindo nas pesquisas sem qualquer sinal visível de alteração.

 

Apesar do desespero da família tucana, essa é a verdade.