Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

17 set

Invenção do “Zé humilde e trabalhador” é estratégia de campanha para amenizar a imagem de arrogante e autoritário que colou em Zé Eliton a partir do jeito duro com que trata subordinados

A campanha da coligação do PSDB aferrou-se nos seus programas de televisão à tentativa de vender a imagem do “Zé humilde, simples e trabalhador”, que virou governador de Goiás depois de muita ralação e está pedindo mais quatro anos de mandato porque “parece com a gente” e vai fazer uma gestão de valorização do ser humano, principalmente os mais necessitados.

 

Zé Eliton não é assim. Por que então o seu marketing mostra tanta insistência em levar ao eleitor uma figura que não existe, um homem cuja personalidade real não corresponde ao que aparece na TV?

 

É simples: o verdadeiro Zé Eliton é bem diferente, tem pitadas fortes de arrogância e autoritarismo nos seus modos e é assim que se tornou conhecido dentro dos escalões do governo do Estado nos sete anos e pouco em que atuou como vice de Marconi Perillo e de cinco meses para cá como titular do cargo. Que o digam seus auxiliares mais próximos, gente como o chefe de gabinete Charles Antônio ou o assessor especial Rogério Félix. São eles, dentre muitos outros, o alvo das broncas homéricas do chefe, em público, sem a menor preocupação com quem está assistindo ou ouvindo. Esse tipo de comportamento conferiu ao candidato tucano a reputação de durão e ríspido. E isso não é palatável, eleitoralmente falando. Ele não é nem nunca será um Zé coisíssima nenhuma, mas sim o dr. José Eliton e cuidado com ele, pois, se for contrariado, explode com facilidade.

 

Zé é uma criatura ficcional. Fake. Por isso, não convenceu o eleitorado e seu nome não sobe nas pesquisas. Por isso caminha para perder a eleição.