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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

18 set

Estratégia da “virada”: fiasco que compromete a credibilidade dos líderes da base governista, ao vender para a militância uma reação de Zé Eliton que não corresponde à verdade e nunca existiu

Faltar com a verdade, em época de eleições, não é uma boa atitude. Os holofotes sobre os candidatos iluminam qualquer deslize, ainda mais no Brasil pós-Lava Jato, em que a população enxerga os políticos com hostilidade e desconfiança. Por isso, foi um erro o que os líderes da base governista fizeram ao vender para o seu exército de militantes, tentando criar algum ânimo, a ideia de que Zé Eliton teria reagido nas pesquisas e já estava em processo de “virada” sobre Ronaldo Caiado.

 

A estratégia teve início com uma pesquisa do instituto Directa, contratada por um marqueteiro da campanha tucana, mostrando Zé Eliton com fantásticos 26,2% de intenções de voto, quando, em todas os demais institutos, nunca passou da média de 10 a 13%. Cabeças coroadas como Marconi Perillo, Raquel Teixeira e o próprio Zé desandaram a comemorar a suposta reviravolta, sem nenhuma base na realidade e, em vez de insuflar a militância, se arriscando a provocar um efeito negativo – já que novas pesquisas inevitavelmente seriam publicadas (caso do Diagnóstico no Diário da Manhã desta terça) comprovando que nada mudou no cenário eleitoral e que Ronaldo Caiado segue com mais de 30 pontos de frente, vencendo a eleição no 1º turno.

 

Com a pesquisa Diagnóstico circulando nas redes sociais e outras chegando, como a do Grupom nesta quarta, 19, a decepção entre as tropas governistas, é claro, será grande e terminará por se transformar em moral em baixa. Os líderes tucanos transmitiram uma falsa esperança, baseada em um engodo. Isso nunca é bom.