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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

19 set

Rejeição astronômica de Marconi (44% dos goianos não votam nele de jeito nenhum, diz a pesquisa Grupom/DM) é a maior que um político já teve em Goiás e pode ser decisiva para construir uma derrota

Nunca, em tempo algum, um político goiano entrou em uma eleição majoritária com uma rejeição tão elevada quanto a do ex-governador Marconi Perillo, que disputa uma das duas vagas ao Senado constrangido pelo desprazer de ver o seu nome como o mais citado quando a pergunta feita aos eleitores é “Em quem você não votaria de jeito nenhum?”.

 

Segundo o instituto Grupom, de credibilidade inquestionável, em pesquisa publicada hoje no Diário da Manhã, a taxa de rejeição de Marconi chegou a astronômicos 44% dos entrevistados.

 

É demais. É muito. É um desastre. É um caso para a análise profunda dos cientistas políticos, em busca das suas motivações. Depois de 20 anos de poder, Marconi está pior do que Iris Rezende em 1998, quando o velho cacique, com 16 de mando absoluto no Estado, disputou e perdeu a eleição, mas com menos de 30% de rejeição.

 

A rejeição a Marconi cria uma massa de votos negativos, digamos assim, à disposição dos seus adversários na corrida pelo Senado. Não há dúvidas de que o principal beneficiário é Jorge Kajuru, seu principal antagonista na política estadual também desde 20 anos atrás. E é por isso que Kajuru está em tendência de alta nas pesquisas, tendo empatado tecnicamente com Marconi nas duas últimas que foram divulgadas, a do Diagnóstico e a do Grupom.