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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

21 set

Campanha só tem mais uma semana e meia, poucos programas na TV e vai levar Zé Eliton e Daniel a intensificar ataques para tentar derrubar Caiado, o que pode enterrar os dois de vez

Os QGs de Zé Eliton e Daniel Vilela admitiram, segundo a coluna Giro, em O Popular nesta sexta-feira, que vão intensificar os ataques para tentar derrubar Ronaldo Caiado e forçar um 2º turno.

 

Resta pouco tempo: na prática, são apenas mais uma semana e meia de campanha e mais 5 programas de televisão (considerando que cada um é exibido duas vezes), tempo exíguo demais para provocar grandes mudanças – se é possível que elas ainda possam acontecer.

 

Do ponto de vista de estratégia eleitoral, Zé e Daniel não têm outra alternativa a não ser atacar. Mas o risco é grande: em Goiás, tradicionalmente, o eleitor rejeita campanha de acusações e agressões aos adversários. Esse caminho, em eleições passadas, sempre se voltou contra quem o adotou. Aumenta a rejeição e não produz resultados, especialmente quando o alvo é um candidato blindado por uma sólida lideranças nas pesquisas e por uma imagem limpa e respeitável como Caiado. Outro perigo, na utilização do horário no rádio e TV para ataques, é a suspensão do programa e a concessão de direito de resposta. Nesta sexta-feira, a coligação de Zé Eliton, por exemplo, foi punida com o corte de 40 segundos no horário do rádio, por ter veiculado propaganda ridicularizando
Caiado.

 

Na prática, Zé e Daniel vão para o tudo ou nada.