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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

22 set

Não há fatores objetivos para justificar uma reação de Zé Eliton ou Daniel Vilela nas pesquisas. Já o desejo de mudança é concreto, empurra Caiado para cima e começa a chegar à eleição para o Senado

Pesquisas não falam por si só. Pesquisas são apenas o retrato do que está colocado dentro da sociedade. É por isso que, para que elas mudassem e mostrassem ou Zé Eliton ou Daniel Vilela subindo, no presente momento da campanha eleitoral, seria preciso que primeiro houvesse algo de concreto acontecendo e influenciando a cabeça do eleitor.

 

E não há nada. Zé e Daniel continuam no limbo onde sempre estiveram, empatados em 2 lugar na faixa de 10 a 13%, dentro da margem de erro, conforme, nesta semana, as pesquisas do Diagnóstico, Grupom e Ibope. Caiado segue em frente em 1º lugar, vencendo no 1º turno, com uma folgada margem de 30 a 34 pontos de vantagem.

 

Essas pesquisas apenas refletem o sentimento geral a favor de uma mudança administrativa em Goiás que qualquer um reconhece como real e verdadeiramente enraizado entre os goianos. Sendo assim, não há porque Caiado cair nem muito menos razão para que Zé e Daniel cresçam. Nada se modificou, do ponto de vista social. Caiado é a garantia de uma alternância de poder satisfatória. E o pior: esse desejo de mudança está se espalhando cada vez mais, a ponto de contaminar a eleição para o Senado. Não à toa, Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso estão em ascensão, tendo chegado ambos ao empate com Marconi pela diferença de um ponto, o que quer dizer que o anseio pela renovação é muito maior do que se imaginava.