Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

22 set

Último estágio da decadência de um político e seu grupo é quando, em uma eleição, eles gastam mais tempo brigando com as pesquisas e falando mal dos adversários do que fazendo a sua própria campanha

Ao ler o título acima, leitor amigo, em quem você pensou?

 

Sim, neles mesmos, Marconi Perillo e o seu grupo de políticos que mandam em Goiás desde 20 anos atrás. Quem se lembra do Marconi dos bons tempos? Um político moderno, que sempre adotou uma linguagem de nível educado e elevado, mesmo em momentos difíceis das campanhas eleitorais que enfrentou e venceu, sempre falando em propostas e ideias para o futuro de Goiás e dos goianos. E que nunca precisou brigar com pesquisa nenhuma.

 

Agora, em uma das eleições mais importantes da história do Estado, Marconi e seus aliados se empenham em desvirtuar os fatos, inventando uma “virada” que nunca existiu, mais ainda se desdobrando para desqualificar as pesquisas que não apontam os resultados que eles querem. E falando mal e desrespeitosamente dos adversários.

 

Na noite deste sábado, os tucanos estão nas redes sociais suando sangue para fazer subir a hashtag #ibopementeemgoias. Um dos argumentos é que O Popular não deu a pesquisa do Ibope em manchete, como costuma fazer. Segundo essa teoria da conspiração, isso significaria quem nem o jornal acredita no levantamento (a turma omite que a manchete d’O Popular foi sobre um assunto muito mais importante, o colapso do Hugo, aliás apresentado na propaganda de Zé Eliton e Marconi como maravilhoso,  por falta de insumos). É muito esforço para nada. Mas sinaliza que Marconi e seu grupo não aceitam perder a eleição e querem ganhar nem que seja na marra.