Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

23 set

Em reação ao baque do Ibope/TV Anhanguera, Marconi diz em Goiatuba que “a pesquisa que vale é a das reuniões e eventos onde recebemos tanto carinho”. Eis aí o perfeito autoengano

Falando em Goiatuba, na manhã deste sábado, 22, em uma reunião promovida pelo prefeito local, o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo mostrou que está incomodado – e muito – impacto da pesquisa Ibope/TV Anhanguera,  aquela que apontou uma disparada de Ronaldo Caiado e trouxe Zé Eliton, como sempre estagnado no 2º lugar e os mesmos 10 a 13% de intenções de voto de sempre.

 

Olha só, leitor, o que Marconi disse, textualmente: “A pesquisa que vale não é a da mentira. É a da manga arregaçada, do trabalho, da urna eletrônica contabilizada. São essas reuniões onde temos recebido tanto carinho e apoio da população. Essas são as pesquisas que valem. O trabalho nas ruas é o nosso termômetro”.

 

Trata-se de um amontoado de frases que poderiam ter sido ditas por um lunático. Não há o menor sentido. Reuniões e demais eventos de campanha não servem para avaliar a aceitação de candidatos, mesmo porque são encontros que reúnem apoiadores contaminados pela paixão política, enquanto as pesquisas, as de credibilidade, evidentemente, são pautadas por critérios científicos e cobrem todo eleitorado. Finalmente, as “urnas contabilizadas”, sim, é que dão o resultado da eleição e, Marconi, como qualquer outra pessoas, não tem certeza sobre o que virá delas, mas apenas pode, por enquanto, fazer uma previsão – com base nas pesquisas e elas, por sua vez, apontam para a vitória de Caiado.

 

Contrapor resultados apurados por institutos como o Ibope com o que os políticos estão “sentindo” nas ruas e em eventos de campanha é um evidente despautério. Desse jeito, Marconi mostra está vivendo um perfeito autoengano. E isso é atalho para a derrota.