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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

24 set

Excesso de pesquisas e institutos sem credibilidade trabalhando sem identificação do contratante revelam que a estratégia da campanha de Zé Eliton é tentar confundir o eleitor com números conflitantes

Uma profusão de institutos, alguns desconhecidos, outros identificados com a publicação de pesquisas favorecendo o candidato governista Zé Eliton, está registrando pesquisas na Justiça Eleitoral para divulgação nos próximos dias.

 

Pesquisas que têm o Estado inteiro como base de dados são caríssimas e não ficam por menos de R$ 40 a 50 mil reais. Curiosamente, a maioria dos institutos desconhecidos ou de credibilidade zero que está pedindo registro ao TRE não aponta quem são os contratantes, informando sucintamente que estão pagando as despesas com recursos próprios.

 

Quem entende do riscado sabe que o significado é um só: quem está por trás é a campanha que tem mais recursos e estrutura, a do governismo, obviamente, e o objetivo é confundir o eleitor com resultados conflitantes, divergindo da média dos institutos sérios, e com isso tentar impedir que a militância mergulhe no desânimo e cruze os braços.

 

Um exemplo é o instituto Directa, cujos resultados são os que mais beneficiam Zé Eliton. No começo, as pesquisas do Directa foram registradas tendo como contratante a rádio Jovem Pan, que pertence ao publicitário Marcus Vinicius de Queiroz, um dos marqueteiros da campanha de Zé Eliton. Mas essa informação constrangedora desapareceu dos registros no TRE. Agora, o instituto informa que é quem paga as pesquisas, com recursos próprios.