Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

24 set

“Onda azul” e “onda vermelha” revelam estilo superado de campanha, incompatível com o mundo de hoje e baseado na crença de que o eleitor é uma criança influenciável por barulho e cores

A “onda azul” que a campanha de Zé Eliton garante estar varrendo o Estado e a “onda vermelha”, mais tímida, que a candidata do PT Kátia Maria tenta propalar nas suas redes sociais e em releases distribuídos à imprensa, representam um estilo superado de proselitismo eleitoral, antigo, incompatível com a capacidade de apreensão do eleitor goiano nos dias de hoje, que não é mais influenciável por barulho e cores.

 

Haveria algum sentido em “onda azul” ou em “onda vermelha” se se tratassem de times de futebol, cujas torcidas são movidas pela paixão extremada e nada mais. No caso das eleições, não é mais assim. Os candidatos são escolhidos pelo que representam e, mais ainda, pelas propostas e posicionamentos que levam ao conhecimento geral. É um processo em grande parte racional e cada vez menos emocional no Brasil moderno. Para ganhar, é preciso mostrar ideias, significados e convencimento.

 

A estratégia de publicidade do PSDB e do PT trata os goianos como crianças ao infantilizar as percepções que leva a eles através da campanha eleitoral. Não existe nem existirá nenhuma “onda azul” ou “onda vermelha” para embalar, com um simulacro de empolgação popular, as candidaturas de Zé Eliton e Kátia Maria. Essa marolinha artificial só depõe contra eles.