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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

25 set

Achar que já estava eleito e se arvorar em enfrentar Caiado para empurrar Zé Eliton foi o equívoco que agora está custando caro a Marconi, a um passo de perder o Senado para Kajuru e Vanderlan

Faltou autocrítica ao ex-governador Marconi Perillo quando, no início da campanha, acreditou que já estava vitorioso para o Senado e tinha força suficiente para se dar ao luxo de enfrentar Ronaldo Caiado e garantir a eleição Zé Eliton para o governo de Goiás.

 

Marconi não percebeu duas realidades que saltavam evidentes nas pesquisas da época: seus índices de intenção de votos estavam baixos e sua taxa de rejeição muito alta. Se, no passado ele se elegeu com facilidade para o Senado (2006) e praticamente “nomeou” seu vice Alcides Rodrigues como governador (também em 2006), agora toda essa energia política e eleitoral não passava de uma sombra do que já fora.

 

Ao partir para cima de Caiado, falando mal até da sua família, Marconi esbarrou na poderosa blindagem do candidato democrata, conferida pela sua inconteste liderança nas pesquisas. Os ataques foram e voltaram. De resto, Caiado não era adversário de Marconi, que, para se eleger ao Senado, deveria ter se conscientizado de que precisaria também de parte dos eleitores caiadistas, que são maioria, e poderiam votar nele, Marconi. A couraça do ex-governador tucano, já fragilizada pela fadiga de 20 anos de poder, não resistiu a esse equívoco. Não caiu nas pesquisas, mas a rejeição cresceu. E aí apareceram Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso…

 

O resultado é que, hoje, Marconi está a um passo de perder o Senado. Desenvolve uma campanha errática, com altos e baixos, passou a brigar com as pesquisas e ainda não conseguiu mostrar que está preocupado com a sua própria candidatura, já que não larga da alça do caixão do Zé. À beira da sepultura, parece disposto a pular lá dentro com o defunto.