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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

25 set

Resultado das urnas, depois que a eleição passa, fica fácil de entender e explicar. Mas esta que está em andamento em Goiás é uma exceção à regra: desde já, dá pra saber o que vai acontecer e por quê

Depois que uma eleição passa e os resultados são proclamados, fica fácil, em retrospectiva, analisar o que houve e entender o veredito final das urnas.

 

Mas essa que está em andamento em Goiás é uma exceção a essa regra: desde já, não há dificuldades para compreender o que está se passando e qual tende a ser a decisão final do eleitor.

 

Depois de 20 anos de poder, o Tempo Novo de Marconi Perillo cansou os goianos. Mesmos nomes, mesma soberba, mesmos acertos e erros de sempre. Zé Eliton recebeu em carga pesada nas costas e, sem qualidades e força para levar o fardo adiante, vergou. A sua candidatura de continuidade não pegou. A cabeça do eleitor voltou-se para Ronaldo Caiado, sinônimo e garantia de mudança administrativa. Caiado, a 12 dias da data da eleição, continua onde sempre esteve, no 1º lugar das pesquisas, léguas à frente dos concorrentes. É ele que Goiás quer.

 

A derrota do Zé está posta na mesa. E agora ameaça também Marconi e Lúcia Vânia, o que representará uma faxina completa na velha política estadual. Como isso está acontecendo? Simples: os tucanos fazem campanha apresentando como trunfo o passado, prometendo fazer o que já foi feito e repetir tudo o de bom que houve nas últimas décadas – e o eleitor, que não é bobo, logo imagina: e tudo o que de ruim houve também. Sendo assim, basta. Chega. Vota-se pelo futuro e não com os olhos para trás, como exigem Marconi, Zé e Lúcia.

 

Viu, leitor? Não é fácil entender? Nem foram preciso muitas palavras. Marconi saiu do governo, em abril, com aprovação baixa. Zé está no governo com aprovação menor ainda. Quem é que vai dar mais quatro anos para um tipo de gestão que não agrada mais? Poizé… ooops, pois é, o resultado da eleição virá daí.