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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

26 set

Zé diz no seu programa de televisão que “não tem nada fácil nessa vida“. Verdade e ele está sentindo na própria pele, ao se candidatar a governador e passar meses e meses sem crescer um ponto nas pesquisas

A campanha do PSDB passa por um momento de obsessões. Uma delas, é a insistência em vender uma “virada “que não tem sustentação real nas pesquisas, a não ser as do instituto Directa, de baixíssima confiabilidade – a tal ponto que os próprios tucanos, ao divulgá-las, o fazem meio que constrangidos.

 

Outra compulsão que vem crescendo é a nova justificativa para o atoleiro em que Zé Eliton se meteu nas pesquisas: ele não cresceria porque não seria conhecido. Daí, no programa de TV desta quarta-feira, ainda que tardiamente, Zé é mais uma vez apresentado, com um depoimento pessoal com pretensões de forte emoção, no qual volta a dizer que “ralou” muito e que “não tem nada fácil nessa vida”, alusão óbvia aos percalços que vem passando na campanha, já que não sai do lugar e dá a impressão de uma derrota iminente e acachapante.

 

“Não tem nada fácil nessa vida” resume, e bem, a situação do Zé, que fez de tudo – foi vice 7 anos e 3 meses, presidente da Celg, secretário de Segurança, secretário de Desenvolvimento, sofreu o maior atentado da história recente do Estado, coordenou o Goiás na Frente, viajou aos 246 municípios, tem o apoio de 200 prefeitos, usufrui do maior tempo de rádio e televisão e é governador há seis meses – e não conseguiu deslanchar nas pesquisas, empatado em 2º lugar com Daniel Vilela pela diferença de apenas um ponto, segundo a última pesquisa Ibope.