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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

28 set

No Brasil pós-Lava Jato, escolher Jayme Rincón como coordenador-geral da campanha do PSDB foi uma irresponsabilidade que agora vai custar caro para Zé Eliton e Marconi

Zé Eliton e Marconi Perillo foram completamente irresponsáveis ao escolher Jayme Rincón para a função de coordenador-geral da campanha do PSDB – dado ao histórico que ele apresentava como alvo recorrente da Operação Lava Jato e de outros inquéritos policiais.

 

O próprio objeto da Operação Cash Delivery, o repasse de propinas da Odebrecht para a campanha de Marconi Perillo em 2010 e 2014, já envolvia Rincón desde muito tempo atrás. O apartamento dele em São Paulo, há dois anos atrás, foi vasculhado por uma equipe da Polícia Federal, sob autorização judicial, atrás de provas e indícios para a investigação.

 

Quem conhece Jayme Rincón sabe que, além de enrolado em episódios de difícil explicação, ele também é uma espécie de homem sem medo, capaz de caminhar à beira do precipício sem piscar os olhos. Com antecedentes e características assim, é de se espantar que tanto Zé Eliton quanto Marconi tenham confiado tamanho encargo – o de coordenar a campanha – às suas mãos, em um país onde a Operação Lava Jato mudou ou deveria ter mudado as práticas comuns da política de antes.