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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

29 set

Novo pedido de prisão contra Marconi, a partir de 2 dias após a eleição, está na dependência das provas, indícios e depoimentos colhidos pela Operação Cash Delivery, avaliam advogados criminalistas

Advogados criminalistas, inclusive com atuação na defesa de acusados pela Operação Lava Jato, avaliam que o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo ainda pode ser alvo de um novo pedido de prisão, passado o prazo de até dois dias depois da eleição (estabelecido pela legislação eleitoral para a vedação da prisão de candidatos).

 

Ouvidos por este blog, esses especialistas disseram que a Operação Cash Delivery não está esgotada, mas sim em pleno andamento – e se concentrará agora na análise dos eventuais resultados das buscas e apreensões realizados em 14 endereços, muitos deles de Marconi, que foram vasculhados. Um motivo de preocupação são os quase R$ 1 milhão de reais apreendidos na casa do motorista de Jayme Rincón, evidentemente recursos de origem ilícita provavelmente destinados a cobrir despesas da campanha do PSDB – ou por que outra razão essa montanha de dinheiro estaria escondida pelo coordenador-geral dessa campanha, Rincón?

 

Essa apreensão abriu uma nova linha de investigação na Cash Delivery, que pode trazer complicações para Marconi e também para o governador Zé Eliton e seu desdobramento levar o Ministério Público Federal a concluir que há razões para a prisão do ex-governador, a fim de proceder a averiguações que poderiam ser prejudicadas caso ele continue em liberdade.

 

A PF botou a mão no fio de um novo novelo.