Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

01 out

Como previsto, campanha no rádio e televisão, que está no finalzinho, não acrescentou nada para Zé Eliton e Daniel, mesmo porque seus programas foram de qualidade medíocre

Zé Eliton e Daniel Vilela sonharam acordados com o início do horário eleitoral no rádio e na televisão, quando eles e suas propostas se tornariam conhecidos dos eleitores goianos e automaticamente subiriam nas pesquisas.

 

Mas o palanque eletrônico está nos seus últimos dias: serão apenas mais três programas, um na noite desta segunda-feira e mais dois, no início da tarde e à noite, na quarta-feira, 3. E nem Zé nem Daniel  se mexeram nas pesquisas, onde continuam empatados em 2º lugar, com 10% cada um, mais de 30 pontos atrás do líder absoluto Ronaldo Caiado – que vai ganhar no 1º turno.

 

Por que o rádio e TV não renderam nada para o tucano e o emedebista? Por dois motivos: 1) o horário eleitoral não é mais o que era, ou seja, tem pouca audiência e não desperta interesse, mais ainda numa eleição em que a hostilidade e apatia do eleitor com os políticos são a tônica dominante e 2) só por aparecer na telinha ou ser ouvido, ninguém se torna mais simpático ou mais aprovado, é preciso ter carisma, bom conteúdo e originalidade, competências que os programas de Zé e Daniel não exibiram, ao contrário, passaram mais uma imagem de mediocridade e de quem está muito abaixo dos requisitos necessários para governar o Estado.

 

Ronaldo Caiado, com o menor tempo dentre os três principais candidatos, se saiu muito melhor, especialmente pela naturalidade com que se mostrou no vídeo e no microfone – não inventou nada, foi ele mesmo e acabou engolindo os dois adversários em qualquer comparação que se faça.