Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

03 out

Fundamentos da Justiça Federal para a preventiva de Jayme Rincón (continuou deliquindo e estava obstruindo as investigações) servem também para a decretação da prisão de Marconi, após a eleição

O ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo vai pisar sobre brasas daqui até a próxima quarta-feira, quando vence o prazo da legislação eleitoral durante o qual candidatos não podem ser presos.

 

Em queda nas pesquisas (caiu para o 4º lugar no último levantamento do Grupom) e com a rejeição em alta (mais de 50%, segundo o mesmo instituto), Marconi tem todos os motivos para se arrepiar desde já: além da derrota, pode acabar hospedado junto com o seu ex-tesoureiro Rincón no prédio da Polícia Federal em frente ao campo do Goiás Esporte, no setor Marista.

 

Nesta quarta, a Justiça Federal liberou a íntegra do longo despacho do juiz federal Rafael Ângelo Slomp, com 34 páginas, onde ele analisa as provas colhidas até agora no curso das investigações da Operação Cash Delivery. E duas conclusões do magistrados são preocupantes para Marconi: 1) o novo rumo que o inquérito tomou com a descoberta de mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo nas casas de Rincón e do seu motorista, comprovando que a “atividade delitiva” do grupo continua e 2) o fato de Rincón ter apagado parte da sua caixa de emails, o que significa que ele está agindo para ocultar provas e obstruir as apurações. Esses dois argumentos podem, sim, ser utilizados para justificar um pedido de prisão temporária ou mesmo preventiva contra Marconi, já que o despacho do juiz Rafael Ângelo Slomp também consigna que o ex-governado é o líder do grupo que trocou favores governamentais por propinas e, mesmo afastado da administração, continua exercendo forte influência sobre o atual governador, Zé Eliton.