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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

04 out

Risco de prisão após a eleição: em despacho, juiz da Operação Cash Delivery refere-se a Marconi como “o líder da organização (criminosa) e destinatário dos valores das propinas”

O ex-governador Marconi Perillo corre risco de ser preso, por ordem da Justiça Federal, logo após as eleições, quando, passados dois dias, vence a proibição estabelecida pela legislação eleitoral para a privação de liberdade de candidatos.

 

No despacho em que transformou a prisão temporária de Jayme Rincón em preventiva, o juiz Rafael Ângelo Slomp afirma que a apreensão de mais de R1 milhão em dinheiro vivo na casa de Rincón e na de seu motorista comprova que a organização criminosa continua em atividade e precisa ser detida.

 

O mais grave vem a seguir: segundo o juiz, acatando a exposição e as provas apresentadas pelo Ministério Público Federal, o ex-governador Marconi Perillo é “o líder da organização e destinatário dos valores das propinas”. É essa a sinalização que pode levar à decretação da prisão preventiva de Marconi, logo após as eleições, “para acautelar as investigações e cessar a atualidade das ações” da quadrilha, como escreveu o magistrado, referindo-se à necessidade da preventiva de Jayme Rincón.  Traduzindo tudo isso em linguagem usual: por similaridade, um risco muito grande paira sobre a cabeça do ex-governador.