Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

05 out

Não foram só os programas eleitorais de rádio e televisão que não tiveram importância em Goiás: vitória de Caiado prova que montar cerco de mídia contra um candidato não leva a lugar nenhum

Já se sabe que os programas eleitorais de rádio e televisão, como este blog vinha antecipando há meses, comprovadamente não tiveram nenhum efeito no andamento da campanha e não produziram qualquer resultados para Zé Eliton e Daniel Vilela, apenas, no máximo, se limitando a dar sustentação para o 1º lugar que Ronaldo Caiado ocupou e ocupa na corrida pelo governo de Goiás.

 

Mas uma outra conclusão pode ser tirada da presente eleição: montar cerco de mídia contra um determinado candidato, com a forte veiculação de notícias negativas, não tem nenhuma capacidade de influência. Apesar do envolvimento de parte da imprensa, blogs e sites no esforço para desconstruir Ronaldo Caiado, ele não só resistiu, como não perdeu um único ponto nas pesquisas – ao contrário, cresceu, como atesta, agora na reta final, os 48% a que chegou na pesquisa Real Data/TV Record.

 

Enquanto tentavam demolir Caiado, sempre apresentado como um candidato sem propostas e engarranchado em contradições, sem falar nas “fake news” que foram disparadas contra ele, esse cerco de mídia se desdobrou para promover Zé Eliton – e às vezes Daniel Vilela, que, se crescesse, poderia ajudar a forçar o 2º turno. Uma medição dos espaços mostraria, com facilidade, que 90% das notícias e comentários priorizaram a apresentação do tucano como o melhor nome da disputa, pelo seu “preparo” e outras “qualidades” que o eleitor, como se sabe, nunca viu.

 

A demonstração cabal de que cercos artificiais de mídia não funcionam será mais uma mudança que a eleição de Caiado trará para Goiás.