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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

06 out

Zé não nasceu para a política, não aprendeu nada em 7 anos como vice, subestimou o adversário, cometeu erros em cascata e vai passar à História como o pior candidato governista que já houve em Goiás

Dr. José Eliton não tem panca de líder. Não nasceu para a política, mas ganhou uma chance de ouro para se tornar íntimo dos seus cânones ao cair de paraquedas na posição de vice por mais de sete anos de um governador bem sucedido – e, mesmo assim, desperdiçou esse privilégio, não aprendendo nada com a convivência diária com o maior nome da política de Goiás nos últimos 20 anos, Marconi.

 

Já às vésperas de ser transformado em Zé pelo seus marqueteiros, achou que bastaria assumir o cargo de governador, como o fez em sete de abril, para se viabilizar como o próximo ocupante do Palácio das Esmeraldas por mais quatro anos. No começo do seu mandato-tampão, deu-se ao luxo de recusar a política, preferindo se dedicar a rotina de governar Goiás com pose de estadista e vocabulário incompreensível. Foi só o primeiro erro de uma sequência de muitos. Nunca soube, por exemplo, como se contrapor ao líder das pesquisas Ronaldo Caiado, preferindo mergulhar em um verborrágico discurso de exaltação do que foi feito em 20 anos de Tempo Novo e, em contrapartida, cobrar o voto de gratidão dos goianos.

 

Agora, Zé vai passar à História como o pior candidato governista de todos os tempos em Goiás, aquele que, mesmo representando a maior força política do Estado, não conseguiu crescer um mísero ponto nas pesquisas durante toda a campanha e acabou eleitoralmente trucidado, levando junto o ex-maior grupo político do Estado. Em palavras resumidas: o coveiro do Tempo Novo. E voltando a ser o que nunca deixou de ser: o dr. José Eliton.