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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

06 out

Zé, Raquel, Marconi e Lúcia fizeram campanha só com a militância, falaram só para ela e se esqueceram de que os votos para a vitória vêm da sociedade e não dos seguidores apaixonados

Falar de erros na campanha de Zé Eliton, Marconi Perillo e Lúcia Vânia – neste sábado às vésperas do naufrágio nas urnas – é fácil e nem exige muito esforço.

 

Mas preste atenção nessa observação, leitor amigo: repare que, durante toda a campanha, a chapa majoritária do PSDB só participou de eventos com a militância, em sua maioria paga, e também só falou para ela. Quase todos os eventos foram fechados com os seguidores apaixonados, com imagens de entusiasmo artificial posteriormente divulgadas pela rede social, a tal ponto que, caso alguém acompanhasse a eleição só pelos perfis dos candidatos tucanos, não teria dúvida em concluir que eles estariam destinados a ter 100% dos votos neste domingo.

 

Um evento realizado na manhã deste sábado, uma caminhada em Trindade, é mais um exemplo dessa distorção: Zé, Marconi, Lúcia e toda a tucanada rodeados de militantes empolgadíssimos, dando a impressão de que são todos um verdadeiro sucesso, enquanto as pesquisas apontam que não é bem assim, que os adversários estão à frente e em alguns casos, como a disputa pelo governo do Estado, muito, mas muito à frente. Nas postagens que fizeram nas redes sociais, já ganharam a eleição. Raquel Teixeira, sempre ela, chegou a dizer que “essa é a pesquisa que vale”, na legenda para uma foto em que está cercada por militantes com bandeiras azul-amarelas (e você sabe, leitor, quem carrega bandeira de candidato só o faz porque está recebendo).

 

É o mundo da fantasia. Principalmente do Zé e de Marconi.