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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

07 out

Vilmar Rocha foi quem primeiro avisou sobre a falência do Tempo Novo e a inviabilidade eleitoral de Zé Eliton , mas ele também errou e acabou tragado pelo tsunami da renovação

O ex-deputado federal e presidente do PSD estadual Vilmar Rocha foi quem primeiro avisou sobre a falência do Tempo Novo e a completa inviabilidade de Zé Eliton como representante do grupo para disputar o governo do Estado – inclusive atribuindo a ele adjetivos pesados como “despreparado” e “inadequado”.

 

Lá atrás, Vilmar já se assumia como dissidente e poderia ter optado por uma candidatura própria ao Senado, tanto na chapa de Ronaldo Caiado quanto na de Daniel Vilela. Ele, nas pesquisas, chegou a aparecer em 4º lugar, com bom potencial de crescimento a partir do recall do seu nome como candidato a senador em 2014, quando perdeu para Caiado, mas por uma diferença não muito grande. Não quis e achou que seria uma grande jogada optar pelo que seria uma vitória antecipada, ao ficar com a 1º suplência de Marconi Perillo.

 

Vilmar, aquele que sabia mais do que qualquer outro do desastre que se aproximava e se evidenciará nas urnas deste domingo, acabou dando o passo errado: ele não calculou que Marconi também seria devorado pela fera da renovação, levando para o brejo a sua tranquila acomodação como 1º suplente do ex-governador tucano, o maior derrotado desta eleição. Não deu certo e Vilmar, agora, é mais um que vai para a aposentadoria política, por decisão soberana das urnas.