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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

08 out

Maior vexame da eleição, pesquisas do Directa apresentaram Zé Eliton com 26% das intenções de voto e foram usadas pelos tucanos para iludir a militância com a “virada” que nunca houve

Vai ficar para a história: não houve maior vexame, nesta eleição, que as pesquisas do instituto Directa, contratadas pela campanha tucana através da rádio Jovem Pan (de Marcus Vinicius Queiroz, um dos publicitários que trabalhou para a coligação do PSDB), que chegaram a trazer Zé Eliton com mais de 26% das intenções de voto.

 

Se fossem verdadeiras, as pesquisas do Directa teriam identificado um dos maiores fenômenos eleitorais do Brasil, quiçá do planeta. Mesmo assim, os levantamentos foram utilizados pela campanha tucana para iludir a militância e sustentar o mote da “virada”, ou seja, a reação que nunca houve de Zé Eliton – que, na verdade, não só estava estacionado na faixa dos 10%, como acabou caindo na reta final para o 3º lugar.

 

“Vira virou”, como cantou em coro a militância do Zé, houve, sim, mas na corrida pelas duas vagas ao Senado, com os dois líderes iniciais, Marconi Perillo e Lúcia Vânia, despencando para o 4º e o 5º lugar, enquanto Vanderlan Cardoso e Jorge Kajuru ascendiam para a vitória.