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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

08 out

No pós-urnas, Caiado foi grande ao propor a pacificação da política estadual, Zé Eliton o burocrata de sempre, preocupado com a transição, e Daniel Vilela o ressentido, ao continuar atacando

Anunciados os resultados das urnas, os três principais candidatos ao governo do Estado tiveram comportamentos e posturas completamente diferentes.

 

Ronaldo Caiado saiu-se muito bem, apresentando uma proposta geral de pacificação da política estadual, evitando colocar o pé do vencedor sobre o peito dos vencidos e mais uma vez reafirmando a tremenda autoridade moral que, mais que qualquer outro atributo, contribuiu decisivamente para a sua vitória e será, como sempre repete, o motor das mudanças a serem introduzidas no governo do Estado.

 

Zé Eliton foi Zé Eliton. Não passou recibo para a humilhação do 3º lugar, pouco para quem representou a poderosa máquina governista, teve o apoio de quase 200 prefeitos e desfrutou do maior tempo de televisão. Fez um pronunciamento insosso, como sempre, e quis se apresentar como o estadista que não é nem nunca será ao abrir as portas do governo para uma equipe de transição, caso Caiado queira – Caiado quer, mas não tem pressa.

 

Por fim, Daniel Vilela, o autor da segunda maior façanha desta eleição (depois que Caiado ganhou no 1º turno) , ao superar o candidato governista e se classificar em 2º lugar sem contar com quase nenhuma estrutura ou base política e partidária. Postulante mais agressivo em suas colocações, durante a campanha, continuou na ofensiva, parabenizando meio que friamente Caiado pelo triunfo, mas ainda aproveitando para disparar as últimas críticas, reafirmando que o democrata não apresentou propostas e que, assim, teria chegado na frente em função de fatores como “a política nacional” ou “porque a população não cobrou projetos”. Um pingo é letra: o emedebista, na verdade, apenas mostrou ressentimento pela derrota.