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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

08 out

Votação de Marconi foi pífia: 416.613 votos ou 7,55% do total, correspondente a um quarto do que Vanderlan ou Kajuru tiveram individualmente

O ex-governador e candidato derrotado ao Senado Marconi Perillo precisa mergulhar em uma reflexão profunda e abandonar o seu complexo de superioridade – evidente, mais uma vez, na carta-testamento que ele distribuiu depois de oficializado o resultado das urnas, em que, da primeira à última linha, enaltece a si mesmo.

 

Politicamente, os goianos aproveitaram o domingo de eleições para reduzir Marconi a pó de traque, dando a ele apenas 416.613 votos ou pífios 7,55% do total, enquanto consagraram Vanderlan Cardoso e Jorge Kajuru com quatro vezes mais para cada um, na faixa de um milhão e meio de votos para um e para outro.

 

Isso não acontece por acaso nem pode ser atribuído apenas à Operação Cash Delivery, em que a Polícia Federal, a poucos dias da eleição, vasculhou casas do ex-governador e prendeu seu ex-tesoureiro de campanha Jayme Rincón. Mesmo antes da ação da Polícia Federal, Marconi já beirava os 50% de rejeição, taxa que ele superou às vésperas do pleito.

 

Fazer política do alto de um pedestal foi o erro de Marconi.