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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

09 out

Habeas-corpus preventivo é a única saída de Marconi, obrigado a partir desta quarta a comparecer à Polícia Federal para dar o seu depoimento sobre as propinas da Odebrecht

A partir desta quarta, o ex-governador e candidato derrotado ao Senado Marconi Perillo perde a imunidade que o impedia de ser preso 15 dias antes e dois dias após as eleições.

 

Marconi será obrigado a comparecer à Polícia Federal, para depor sobre as propinas da Odebrecht que estão sendo investigadas na Operação Cash Delivery. Será uma situação tensa: ele poderá ser preso preventiva ou temporariamente durante esse depoimento (teoricamente também antes ou depois), já que o Ministério Público Federal e a Justiça Federal entenderam, em despachos seguido, que há provas do seu papel de líder de uma organização criminosa especializada em troca suborno por favores governamentais, juntamente com o ex-presidente da Agetop Jayme Rincón.

 

O ex-governador não tem saída: necessita desesperadamente de um habeas-corpus preventivo. Que pode ou não ser concedido pelo Superior Tribunal de Justiça.