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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

11 out

Rastilho da bomba fiscal está aceso: passada a eleição, governo Zé Eliton não consegue quitar a folha de pagamento e adia parte para o dia 18. É só o começo do desastre financeiro que vem aí

Passada a eleição, aconteceu o que até as pedras portuguesas da Praça Cívica sabiam que aconteceria: o governo do Estado não conseguiu quitar a folha de pagamento do mês de setembro. Parte expressiva, incluindo os servidores dos diversos tribunais e da Secretaria da Fazenda, recebeu apenas uma parcela do salário, ficando o restante para o próximo dia 18.

 

Se a eleição tivesse se encaminhado para o 2º turno, alguém dúvida que não haveria atraso algum?

 

Não é de hoje que a situação financeira do Estado é precária, mas tudo foi feito para o seu encobrimento. O funcionalismo estava recebendo em dia, até agora, só para evitar danos para a candidatura fracassada de Zé Eliton. Tudo o que podia ser adiado, estava sendo. Até programas simbólicos para o Tempo Novo, como a Bolsa Universitária, já não eram pagos desde seis meses atrás, acumulando dívida de R$ 60 milhões e comprometendo a sua permanência no futuro governo.

 

O atraso da folha, agora, significa que o rastilho da bomba fiscal foi aceso. O funcionalismo, os fornecedores, os beneficiários dos programas sociais, todos podem se preparar para o pior. E mais ainda o governador eleito Ronaldo Caiado, que vai receber uma herança de terra arrasada.