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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

15 out

Maioria na Assembleia e eleição do novo presidente são favas contadas para Caiado. Problemas, e muito graves, estarão é no governo do Estado, que ele receberá quebrado e com os pagamentos atrasados

O governador eleito Ronaldo Caiado assumirá no próximo dia 1º de janeiro de 2019 com credenciais que seus antecessores raras vezes exibiram: a superioridade política que decorre da sua eleição com  60% dos votos dos goianos, em 1º turno, e a sua autoridade moral, que vem da sua biografia limpa e da coerência com que sempre se portou como homem público.

 

Poucos, antes de Caiado, começaram assim a governar Goiás. E é por isso que a sua governabilidade estará garantida, desde o 1º dia, por uma sólida maioria na Assembleia, que ele está conquistando naturalmente, e pelo respaldo do novo presidente do Legislativo, que também elegerá sem qualquer dificuldade (tudo indicando que será o deputado Álvaro Guimarães, que é do mesmo partido de Caiado, o DEM, foi o primeiro a perfilar ao seu lado e tem tradição e experiência parlamentar suficientes para cumprir a missão).

 

A Assembleia, portanto, não trará nenhuma dor de cabeça para o novo governador. Mas ele não viverá dias tranquilos depois de assumir, já que vai receber a mais nefasta herança administrativa e financeira que um inquilino do Palácio das Esmeraldas jamais recebeu. O Estado está quebrado, não paga há meses seus principais compromissos e já começou a atrasar a folha – parte do pessoal não recebeu até hoje o mês de setembro -, conforme se previa para logo após a passagem da eleição. Sem meias palavras, o que espera o novo governo é terra arrasada.